Por ICFUT – Rogério Ceni faz gol, pega pênalti, e São Paulo segura o líder Fluminense

Tricolor carioca sai na frente, paulistas viram, mas permitem o empate em jogo cheio de emoção no Maracanã: 2 a 2

Fonte – Globoesporte.com

Um tempo inteirinho do São Paulo, um do Fluminense e empate no Maracanã. Teve de tudo no duelo de tricolores. Jogão com gol de goleiro, belas defesas, pênalti perdido (ou defendido), falhas, tensão, sofrimento. Neste domingo, os são-paulinos conseguiram frear o líder do campeonato, mas ainda não foi dia de voltar a vencer. Os cariocas, depois de um cochilo na primeira etapa, pressionaram muito na volta do intervalo, martelaram, mas não conseguiram os três pontos. Foi jogo de Rogério Ceni. O capitão do Morumbi marcou de falta, fez grandes defesas e evitou a derrota no Rio. No fim, um 2 a 2 justo, bem melhor para o time de Muricy Ramalho, que completa 14 partidas de invencibilidade.

A equipe das Laranjeiras chega a 37 pontos, mantém a liderança, mas vê a diferença para o vice-líder Corinthians cair de cinco para três pontos. O São Paulo está em 15º, com 19, bem distante da zona de classificação para a Libertadores da América.

Na próxima quarta-feira, o Fluminense recebe o Palmeiras, no Maracanã, às 22h. O São Paulo também joga em casa. Na quinta, às 21h, no Morumbi, enfrenta o Atlético-GO.

São Paulo vira a sorte e o placar

Fernandinho Washington São Paulo x Fluminense
Fernandinho e Washington em disputa de bola

Cobrança de falta quase no ângulo, chutes de longe, de dentro da área, cruzamentos e mais cruzamentos. O São Paulo gastou as opções ofensivas desde os primeiros minutos. Chegou com Fernandinho, com Richarlyson, Junior Cesar, Jean. Nem Rogério Ceni ficou fora na hora de tentar vencer Fernando Henrique. Foi pelo lado esquerdo que a equipe do técnico interino Sérgio Baresi tentou se achar no Maracanã. Ele escalou Richarlyson daquele lado, bem perto de Fernandinho e Junior Cesar. Incrível como a fase dos são-paulinos não ajuda. Todas as tentativas pararam no camisa 1 do Flu ou na zaga adversária.

Incrível como a fase do Fluminense de Muricy Ramalho é iluminada. Incrível como Conca é importante para o líder do campeonato. O argentino bom de bola tem jogado demais. Aos oito, quando o rival era melhor, ele partiu pela esquerda, parou na frente do marcador e esperou. Julio Cesar passou e recebeu. Assim mesmo, no automático. O cruzamento rasteiro encontrou Deco livre na área. De primeira, o camisa 20 abriu o placar: 1 a 0. Primeiro gol dele com a camisa do Fluminense em três partidas.

O abatimento do São Paulo não durou quase nada. Dois minutos depois, em lance bem parecido com o gol carioca, Fernandinho invadiu a área pela esquerda, viu Richarlyson sozinho e rolou. O chute forte foi cortado por Fernando Bob quase sobre a linha. Jean e Junior Cesar voltaram a tentar de longe, sempre perigosos. Fernando Henrique estava atento.

A proposta do Fluminense era clara. Tentar roubar a bola no meio-campo e armar contra-ataques. Numa dessas, Mariano cruzou para a área e encontrou Washington. O Coração Valente, que há um mês defendia o Tricolor Paulista, pegou de primeira e mandou para longe do gol. Pouco para o primeiro colocado na tabela. Sem o atacante Emerson, suspenso, Muricy armou o time no esquema 4-5-1. Belletti, mal no meio-campo, substituiu Sheik, com Deco e Conca com liberdade para encostar em Washington, o que não aconteceu.

Em dois ataques, a sorte do São Paulo virou. Numa das muitas faltas cometidas pelo Fluminense perto da área, Rogério Ceni tentou outra vez, aos 34. Foi por baixo que ele conseguiu superar a barreira e o goleiro: 90º gol da carreira do capitão e 1 a 1 no placar. A última vez que ele havia marcado de falta foi na derrota por 2 a 1 contra o Once Caldas, da Colômbia, em fevereiro, pela Libertadores da América. Um minuto depois, Richarlyson cruzou da esquerda, na segunda trave, Julio Cesar não acompanhou a subida de Fernandão, Fernando Henrique saiu mal, e o atacante cabeceou para virar: 2 a 1. O gol irritou a torcida do Fluminense, que passou a vaiar o goleiro e o volante Belletti.

Fluminense abafa, mas só empata

Vinte e três segundos. Foi o tempo que o atacante Rodriguinho, que voltou para a etapa final no lugar de Belletti, precisou para mostrar que o Fluminense seria outro. Após bela arrancada do volante Diogo, a bola sobrou para ele dentro da área, que disparou de esquerda. Rogério Ceni fez linda defesa em dois tempos. Toda a pressão que o São Paulo fez no primeiro tempo foi copiada pelo Tricolor carioca no segundo. Muito por conta do despertar de Deco. O meia pediu jogou, se movimentou, caiu pelos lados do campo, encarou a marcação dos volantes e zagueiros. Conca também apareceu, só que como atacante. O argentino pequenino quase virou Washington, aos seis. Após ótimo cruzamento de Julio Cesar da esquerda, ele mergulhou para cabecear e errou por muito pouco. Pouco depois, Mariano achou Rodriguinho na área. Outra cabeçada que assustou Rogério Ceni.

O São Paulo se encolheu. Achou que era melhor segurar o placar, desistiu de atacar. Baresi tirou Fernandão e colocou Cleber Santana antes dos dez minutos. O empate era questão de tempo. Só o Flu jogava, pressionava com toda a força. Aos 14, Conca cobrou falta para a área, Ceni não saiu do gol, e Leandro Euzébio deixou tudo igual, de cabeça: 2 a 2. O empate fez Baresi mexer outra vez. Ele tirou Fernandinho, que foi muito bem no primeiro tempo, e colocou o meia Marlos como atacante, com o apoio de Cleber Santana e Marcelinho.

Rogerio Ceni Pênalt São PauloRogério Ceni voa para pegar pênalti de Washington. Desta vez, o atacante não saiu na foto

Até Rogério Ceni falhou. Aos 21, errou na saída de bola e jogou nos pés de Rodriguinho. O chute saiu cruzado e torto. Mas o capitão são-paulino não se cansa de acumular créditos. Não é do tipo que espera muito tempo para se recuperar. Aos 24, Deco tentou passar por Richarlyson dentro da área, a bola tocou na mão do volante, e o árbitro Leandro Pedro Vuaden marcou pênalti. Na cobrança, Washington, que ainda é o artilheiro do São Paulo na temporada com 13 gols, bateu rasteiro, no canto direito, e Rogério foi buscar. Pouco depois, Deco bateu cruzado, e lá estava Rogério outra vez.

O São Paulo decidiu tentar a vitória nos dez minutos finais. Chegou perto com Cleber Santana em chute cruzado, aos 36. Chegou muito, muito perto mesmo, com Marcelinho, aos 38. Livre na área, o garoto perdeu de forma inacreditável. Resultado justo ou não, foi uma noite de grande jogo no Maracanã.

FLUMINENSE 2 X 2 SÃO PAULO
Fernando Henrique, Mariano, Leandro Euzébio, André Luis e Julio Cesar; Diogo, Fernando Bob, Belletti (Rodriguinho), Deco e Conca; Washington. Rogério Ceni, Miranda, Xandão e Renato Silva (Jorge Wagner); Jean, Rodrigo Souto, Richarlyson, Marcelinho e Junior Cesar; Fernandinho (Marlos) e Fernandão (Cleber Santana).
Técnico: Muricy Ramalho. Técnico: Sérgio Baresi.
Gols: Deco, aos oito minutos, Rogério Ceni, aos 34, Fernandão, aos 35 do primeiro tempo. Leandro Euzébio, aos 14 do segundo tempo.
Cartões amarelos: Mariano (Fluminense); Marcelinho e Richarlyson (São Paulo).
Local: Maracanã, Rio de Janeiro. Data: 29/08/2010. Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Fifa/RS). Assistentes: Carlos Berkenbrock (Fifa/SC) e Roberto Braatz (Fifa/PR). Público pagante: 25.518 Público presente: 32.804 Renda: R$ 702.780

Por ICFUT – Em partida de dois tempos distintos, Atlético-PR e Grêmio ficam no empate

Depois de errar muito na primeira etapa, equipe tricolor cresce na segunda e empata com o Furacão por 1 a 1 na Arena, mas não deixa área da degola

Fonte – Globoesporte.com

O Grêmio errou muito na primeira etapa. O Atlético-PR recuou muito na segunda. Em um jogo de dois tempos bastante distintos, Furacão e Tricolor ficaram em um empate por 1 a 1 na Arena, que não foi bom para nenhuma das duas equipes.

O Atlético-PR, que buscava sua terceira vitória seguida, segue na zona intermediária da tabela de classificação. O time curitibano é o 12º colocado, com 21 pontos, a seis de distância do G-4. O Grêmio segue sem vencer fora de casa e perdeu boa oportunidade de deixar a zona de rebaixamento. Os gaúchos ocupam a 17ª posição, primeira da área da degola, com 16 pontos. O Prudente, 16º, tem a mesma pontuação.

O Furacão volta a jogar em casa na 18ª rodada. O time recebe o Ceará na quarta-feira, às 22h (de Brasília). No mesmo dia, às 19h30m, o Tricolor enfrenta o Guarani, no Estádio Olímpico.

Erro de Rochemback custa caro

Os dois times começaram o jogo marcando muito forte, e foi em uma bobeira de Olberdam que surgiu a primeira boa chance, aos 11. O volante perdeu a bola e Souza deu bom passe para Jonas que, dentro da área, cortou Manoel duas vezes e chutou, mas mandou por cima do gol. A resposta do Furacão veio aos 18, também em um erro da defesa, com Fábio Rochemback pisando na bola. Maikon Leite aproveitou e soltou uma bomba para Victor fazer grande defesa.

A situação se repetiu aos 35, mas dessa vez teve um fim diferente. Fábio Rochemback cometeu uma falha incrível e a bola sobrou para Maikon Leite, que passou como quis por Rafael Marques, driblou Victor e bateu para o gol aberto, fazendo 1 a 0.

O gol animou o Atlético-PR e Victor evitou que o drama gremista aumentasse em duas tentativas de Branquinho. Primeiro, aos 37, ele recebeu bom passe na área, limpou a marcação e bateu cruzado para a defesa do goleiro. No minuto seguinte, o meio-campo arriscou de fora da área, mas o camisa 1 mais uma vez se esticou para evitar o gol.

Um outro Grêmio no segundo tempo

O Grêmio voltou com outra postura para o segundo tempo e logo aos três minutos teve um gol anulado. Depois de cobrança de escanteio, Jonas desviou na primeira trave e Borges, impedido, completou para o gol. O time visitante seguiu no ataque e foi recompensado aos 14. Leandro, que havia acabado de entrar, cruzou da direita, e Vilson subiu mais que a defesa para empatar a partida.

O Tricolor esteve muito perto de virar aos 23 minutos. Borges, um dos destaques da segunda etapa, chutou colocado de fora da área e acertou a trave de Neto. Sete minutos depois, Wagner Diniz precisou se esforçar muito para afastar cruzamento de Jonas que Borges receberia livre na área.

O Atlético-PR só levou perigo para o gol de Victor aos 38 minutos, quando Paulo Baier dominou no peito, girou e bateu de voleio, mas o goleiro fez mais uma boa defesa. O Grêmio também tirou o pé do acelerador no fim e Neto só apareceu em chute de longe de Leandro, aos 43.

ATLÉTICO-PR 1 X 1 GRÊMIO
Neto, Wagner Diniz, Manoel, Rhodolfo e Paulinho; Deivid, Olberdam (Guerrón), Branquinho e Paulo Baier; Maikon Leite (Vitor) e Bruno Mineiro (Nieto). Victor, Gabriel, Vilson, Rafael Marques e Fábio Santos; Fábio Rochemback, Gilson (Adilson), Souza (Leandro) e Douglas (Neuton); Jonas e Borges.
Técnico: Paulo César Carpegiani Técnico: Renato Gaúcho
Gols: Maikon Leite, aos 35 minutos do primeiro tempo; Vilson, aos 14 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Olberdam, Paulinho, Manoel (Atlético-PR), Gilson, Fábio Santos (Grêmio)
Local: Arena da Baixada, em Curitiba (PR). Data: 29/08/2010 Árbitro: Djalma Beltrami (RJ). Auxiliares: Katiuscia Mayer Berger Mendonça (Fifa/ES) e Lilian da Silva Fernandes Bruno (RJ).

Por ICFUT – Atlético-GO e Avaí empatam e não alcançam seus objetivos na rodada

Elias fez os dois gols do Dragão e, com sete, está na briga pela artilharia. Vandinho marcou para o Leão, também duas vezes

Fonte – Globoesporte.com

ogando em casa, o Atlético-GO queria aproveitar o embalo da vitória por 3 a 0 sobre o Palmeiras, na rodada passada, para dar mais um passo na tentativa de deixar a zona de rebaixamento. Já o Avaí entrou em campo com a pretensão de se aproximar do G-4. No fim, as duas equipes empataram em 2 a 2, neste domingo, no Serra Dourada, e não alteraram suas situações após a 17ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Curiosamente, os quatro gols da partida foram marcados por apenas dois jogadores. Elias e Vandinho fizeram dois para Atlético-GO e Avaí, respectivamente.

Com o resultado, o Dragão foi para 14 pontos, mas continua na penúltima colocação da tabela. O Leão, agora com 23 pontos, ganhou uma posição e agora aparece em oitavo lugar.

Na próxima rodada, o Atlético-GO enfrenta o São Paulo, quinta-feira, às 21h, no Morumbi. No mesmo dia e horário, o Avaí pega o Santos, na Vila Belmiro.

Avaí sai na frente, mas Elias vira para o Atlético-GO

As equipes começaram a partida em ritmo lento. Aos poucos, o jogo foi melhorando, e após uma chance de gol para cada lado, o Avaí abriu o placar do Serra Dourada, com Vandinho, aos 21 minutos. Após linda enfiada de bola de Jefferson, o atacante ficou cara a cara com Márcio e tocou, de primeira, na saída do goleiro rubro-negro. Vandinho é o artilheiro do Leão na temporada, com 13 gols.

O gol empolgou o time avaiano. Apenas três minutos depois, Vandinho recebeu dentro da área, passou pela marcação e chutou cruzado de esquerda. O goleiro do Dragão caiu e fez boa defesa.

A alegria do Leão, no entanto, não durou muito tempo. Aos 28 minutos, o Atlético-GO conseguiu empatar a partida, com Elias. O atacante recebeu ótimo passe de Diguinho na ponta direita, cortou para o meio e soltou uma bomba com o pé esquerdo.

A partir daí, o time rubro-negro passou a dominar a partida, e, aos 41 minutos, o goleiro Renan salvou o Avaí em chutes de Marcão, e na sequência, de Pituca.

A pressão atleticana não demorou para se transformar em gol. Aos 42, Elias marcou o seu segundo no jogo, o sétimo no campeonato. Ele recebeu na ponta direita, puxou para o meio, ajeitou, olhou e soltou uma bomba, que morreu no ângulo direito de Renan. Foi mais um belo gol do jogador rubro-negro, que vive grande fase, e está na briga pela artilharia.

Dragão diminui o ritmo, e permite o empate

O segundo tempo começou da mesma forma que terminou o primeiro, com domínio do Atlético-GO. Mesmo com a vantagem no placar, o time não recuou, e seguiu atacando o Avaí. Tanto que, logo aos dois minutos, Vítor Ferraz quase fez o terceiro após belo passe se Marcão.

O Avaí teve algumas chances em jogadas de contra-ataque, mas pecava nas finalizações. Para tentar melhorar o panorama do jogo, o técnico Antônio Lopes promoveu duas substituições de uma só vez, aos 12 minutos. E o dedo do comandante surtiu efeito. O time melhorou, o Atlético-GO diminuiu o ritmo e o jogo ficou mais equilibrado.

Aos 26 minutos, o Dragão foi punido pela apatia mostrada a partir da segunda metade da etapa final com o gol de empate do Avaí. Marcinho Guerreiro mandou de voleio para a área, Vítor Ferraz tentou afastar de cabeça e falhou feio. Vandinho apareceu sozinho na pequena área e estufou a rede do goleiro Márcio.

A igualdade no placar fez os donos da casa acordarem. O Atlético-GO se organizou em campo e quase chegou ao terceiro gol aos 35 minutos. Marcão chutou meio esquisito e Renan defendeu. Aos 39, o goleiro voltou a salvar o Leão, desta vez, em bela jogada de Vítor Ferraz.

ATLÉTICO-GO 2 X 2 AVAÍ
Márcio, Vítor Ferraz, Jairo, Daniel Marques e Thiago Feltri; Pituca, Ramalho (Juninho), William (Anaílson), Diguinho (Erandir) e Elias; Marcão. Renan, Patric, Emerson, Rafael e Eltinho; Marcinho Guerreiro, Rudnei (Leandro Bonfim), Jefferson (Leonardo) e Valber; Robinho (Sávio) e Vandinho.
Técnico: René Simões. Técnico: Antonio Lopes.
Gols: Vandinho, aos 21 minutos do primeiro tempo, e aos 26 do segundo; Elias, aos 28 e aos 42 do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Elias, William, Vítor Ferraz (Atlético-GO), Robinho, Rudnei, Patric, Valber (Avaí)
Data: 29/08/2010. Estádio: Serra Dourada, em Goiânia. Árbitro: Leonardo Gaciba (RS). Assistentes: Marrubson Melo Freitas (DF) e João Antônio Sousa Paulo Neto (DF)

Por ICFUT – No retorno de Ronaldo, Timão bate o Vitória e ganha parabéns da Fiel

Às vésperas do aniversário de 100 anos, Iarley e Paulinho asseguram triunfo por 2 a 1. Fenômeno tem atuação apenas discreta

Fonte – Globoesporte.com

Parabéns pra você, nesta data querida…”. A torcida do Corinthians  antecipou o centenário do clube, que será comemorado na próxima quarta-feira, e parabenizou o time na tarde deste domingo no Pacaembu. Até porque o clube fez por onde. Sem dificuldade, o Timão, reforçado pelo retorno de Ronaldo, fez 2 a 1 no Vitória neste domingo e se manteve na segunda colocação do Brasileirão. Os gols foram de Iarley e Paulinho.

O triunfo desta tarde, que teve o melhor público do Timão neste Brasileiro incluindo os não pagantes – 36.142 – , mantém a equipe com 100% de aproveitamento nos jogos como mandante. São nove partidas e nove vitórias. Na tabela, ainda vice-líder, o Timão volta a ficar a apenas dois pontos do líder Flu. Mas a equipe carioca ainda joga neste domingo, às 18h30m, contra o São Paulo.

A equipe baiana, por sua vez, segue em posição intermediária na tabela, com 21 pontos. É o segundo jogo seguido sem triunfo do Vitória, que neste domingo acompanhou de perto o retorno do corintiano Ronaldo aos gramados. Depois de 112 dias fora de combate, o craque teve atuação apenas discreta. Mas foi ovacionado pelos mais de 32 mil torcedores presentes ao Pacaembu.

Na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, o Corinthians jogaria com o Vasco, em São Januário, no Rio de Janeiro. Mas por conta das comemorações do centenário, a partida foi transferida pela CBF para o dia 13 de outubro. Portanto, o próximo duelo do Timão será no sábado, dia 4, contra o Goiás, no Pacaembu.

O Vitória, por sua vez, tem compromisso na próxima quarta-feira, dia 1º de setembro. A equipe baiana recebe o Inter às 19h30m, no Barradão, em Salvador.

Timão domina o Leão

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Depois de 112 dias, a torcida do Corinthians voltou a vibrar eufórica com a presença de Ronaldo na escalação que é divulgada no telão do Pacaembu. Mas o torcedor que estava ansioso por ver o atacante brilhar viu na verdade um bom primeiro tempo de Iarley, companheiro do Fenômeno no ataque do Timão.

Ronaldo, aliás, deu um susto logo no primeiro minuto. Depois de disputar lance no meio, ele agachou no gramado com cara de dor, sentindo pancada, e  caiu. Atendido fora de campo, voltou rapidamente, para alívio da Fiel. Apesar de o Corinthians ter tomado a iniciativa do jogo, foi do Vitória a primeira grande chance de gol.

Aos oito minutos, Henrique recebeu de Júnior na grande área e perdeu gol incrível. Livre, de frente para Julio Cesar, o atacante bateu rasteiro para fora. Melhor para o Timão, que abriu o marcador três minutos depois. Roberto Carlos fez lindo lançamento para o pequeno Iarley desviar de cabeça e encobrir Viáfara.

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Melhor em campo, o Corinthians tinha tudo para ampliar o marcador logo. Mas a ânsia dos jogadores em ajudar Ronaldo atrapalhou. Quando tinha uma oportunidade de contra-ataque, os alvinegros priorizavam o toque para o craque, que sem ritmo não conseguia dar a mesma velocidade às jogadas.

Aos poucos, então, o Vitória se arriscou mais. Especialmente nos chutes de longe. Aos 30, Eduardo obrigou Julio Cesar a boa defesa. Aos 35, Henrique acertou o travessão. Aos 40, foi Gabriel quem fez o goleiro corintiano trabalhar. Mas aos 47, falhou e ajudou o Corinthians a marcar o segundo gol.

Após boa jogada de Elias pelo meio da área, o lateral do Vitória foi tentar tirar e serviu o volante Paulinho, que com tranquilidade rolou para o fundo do gol: 2 a 0.

Aplausos para Ronaldo
Na saída para o intervalo, Ronaldo declarou às rádios que não voltaria para o segundo tempo, como estava previsto pela comissão técnica. Mas quando o Corinthians retornou do vestiário, o camisa 9 estava em campo. O Vitória, por outro lado, mudou: Renato saiu para a entrada de Soares.

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Assim como na etapa inicial, foi o Corinthians quem tomou a iniciativa na segunda parte. E nas duas primeiras chances claras de gol, o Fenômeno teve participação. Ambas aos dez minutos. Na primeira, recebeu de Elias e rolou para Bruno César bater em cima de Viáfara. Na outra, ajeitou de cabeça para chute de Elias.

Empolgada com os dois lances do atacante, a Fiel gritou: “Ronaldo, Ronaldo, Ronaldo”. Sentindo que a torcida estava ao seu lado, o craque ficou mais à vontade. Tentou aos 14 minutos gingar em frente ao zagueiro, mas não conseguiu passar. Caído no chão, reclamou falta, que o árbitro não anotou.

Ronaldo estava cansado. Aos 17 minutos, William Morais entraria no lugar de Iarley, mas o camisa 9 pediu para sair. E foi ovacionado pela torcida, que o aplaudiu de pé. Embora o atacante não estivesse correndo e se movimentando muito, o jogo perdeu ritmo com a sua saída.

O Vitória, então, resolveu ir para o ataque. Mas de maneira desorganizada. Sem conseguir passar pela boa marcação alvinegra, os rubro-negros também perderam o ritmo e foram esboçar reação apenas aos 37 minutos, com gol de Kléber Pereira, de cabeça. Mas o Timão se segurou a pressão no final e seguiu com 100% de aproveitamento como mandante.

CORINTHIANS 2X1 VITÓRIA
Julio Cesar, Alessandro, Chicão (Thiago Heleno), Paulo André e Roberto Carlos; Paulinho (Boquita), Jucilei, Elias e Bruno César; Iarley  e Ronaldo (William Morais). Viáfara, Gabriel, Wallace, Thiago Martinelli e Eduardo; Vanderson (Kléber Pereira), Ricardo Conceição, Bida (Evandro) e Renato (Soares); Henrique e Júnior.
Técnico: Adilson Batista. Técnico: Toninho Cecílio.
Gols: Iarley, aos 11, e Paulinho, aos 47 minutos do primeiro tempo; Kléber Pereira, aos 37 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Iarley, Paulo André, Chicão, Bruno César, William Morais, Elias (COR); Eduardo, Soares (VIT).
Público: 32.819 pagantes. Renda: R$ 1.149.715,50
Local: estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP). Árbitro: Célio Amorim (SC). Assistentes: Márcia Lopes Caetano (Fifa/RO) e Marco Antonio Martins (SC).

Por ICFUT – Nos acréscimos, Guarani vira para cima do Flamengo no Brinco de Ouro

Time de Campinas faz gols aos 46 e 48 minutos do segundo tempo. Equipe carioca tem domínio, mas perde muitos gols e paga caro por isso

Fonte – Globoesporte.com

Em um jogo com um lance duvidoso e um pênalti inexistente, o Guarani teve uma reação impressionante nos minutos finais e venceu, de virada, o Flamengo por 2 a 1, na tarde deste domingo, no Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, pela 17ª rodada do Brasileiro. O time carioca foi comandado pelo interino Toninho Barroso, mas observado por Silas, anunciado como novo treinador da equipe. O Bugre de Vagner Mancini reclamou muito de uma penalidade não marcada no primeiro tempo e, quando teve outra a favor, desperdiçou. Mas fez dois gols nos acréscimos e decidiu a partida, embora tenha sido dominado praticamente o jogo todo pelo adversário.

Com o resultado, o time de Campinas está em 10º, com 23 pontos, mas ainda pode ser ultrapassado pelo Avaí neste domingo. O Flamengo tem 21 pontos, na 12ª posição, e pode ser ultrapassado pelo Atlético-PR e pelo São Paulo. Na próxima rodada, o Bugre enfrenta o Grêmio, em Porto Alegre, na quarta-feira. No mesmo dia, o Rubro-Negro encara o Cruzeiro, no Parque do Sabiá.

Lance duvidoso e revolta da torcida bugrina

Um observador ilustre também esteve no Brinco de Ouro para acompanhar a partida: o técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes. Apesar do forte calor (31ºC) e do ar seco, o primeiro tempo foi bastante movimentado, com o time rubro-negro tomando a iniciativa e o Bugre perigoso nos contra-ataques. Diogo, atuando como um meia-atacante, vindo de trás, dividindo a responsabilidade de armar o time com Petkovic, era o jogador mais perigoso da equipe carioca. Aos 11 minutos, ele recebeu pela meia direita e chutou rasteiro. Émerson espalmou, mandando para escanteio.

O Guarani melhorou a marcação no meio e passou a investir em Mazola, aberto pela ponta esquerda. O problema do time campineiro é que seu melhor jogador parecia não estar muito inspirado. Partia em velocidade, mas parava na marcação ora de Correa, ora, de Jean. Aos 32, Mário Lúcio, em bela jogada individual, pedalou para cima de Correa, avançou e chutou colocado, na meia lua. Errou o alvo.

A essa altura, o Bugre era bem mais ousado. Diogo, jogador mais perigoso do Fla, deixou o campo com uma lesão no tornozelo esquerdo, dando lugar a Toró. Aos 34, um lance fundamental. Mazola foi lançado em velocidade. Ele dominou, avançou e, quando tentou driblar o goleiro Marcelo Lomba, já dentro da área, caiu. O juiz marcou a falta, mas fora (assista ao lance). Como apontou a infração, deveria ter dado pênalti, só que a própria falta foi duvidosa. Os jogadores bugrinos se desesperaram, e a torcida, revoltada, passou a xingar tudo e a todos. Na cobrança da falta, Baiano mandou por cima.

O lance desestabilizou os jogadores do Guarani. O Flamengo se aproveitou e, numa cobrança de escanteio, já aos 47 minutos, abriu o placar. Petkovic bateu, Jean testou firme, estufou as redes e ofereceu o gol a Rogério Lourenço, demitido do comando do clube na última semana.

Lomba defende penalti, mas Bugre tem reação impressionante

O Flamengo voltou para a etapa complementar melhor do que o anfitrião. Passou a envolver o Bugre e criar mais chances de gol. Toninho Barroso diminuiu o ímpeto de Mazola, colocando Toró para marcá-lo de perto. Aos 17, o time carioca teve uma grande oportunidade. Renato deixou a bola para Juan descer pela esquerda e cruzar para Val Baiano, que meteu a cabeça, mas por cima do gol.

O Guarani estava sem muita criatividade. Por causa disso, Mancini colocou Geovane em campo para trabalhar mais as jogadas pelo meio e municiar o ataque. Mais uma vez o time rubro-negro chegou com perigo, aos 21, mas Renato furou na hora de chutar de frente para o gol.  Aos 24, a posse de bola do visitante era de 61%, contra apenas 39% do dono da casa.

Aos 31 minutos, o árbitro Arilson Anunciação deu um pênalti inexistente para o Guarani. Ricardo Xavier fez a falta em Galhardo, mas o juiz deu infração do atleta do Fla. Xavier cobrou aos 33, no meio do gol, e Lomba se esticou todo para defender com o pé esquerdo. O camisa 29 vibrou muito após o lance (assista ao vídeo).

Aos 38, Petkovic fez a jogada perfeita e deu para Val Baiano, sozinho, perder. O atacante tentou colocar por cima do goleiro, mas jogou para fora. A perda custou caro. Giovane, o meia do Guarani que entrou para ajudar a municiar o ataque, conseguiu. Ele cobrou uma falta na área, aos 46 minutos, e Ailson apareceu para cabecear: 1 a 1.

A festa do Bugre ainda não estava completa. Aos 48, Reinaldo entrou sem marcação e chutou para o gol. A bola ainda bateu em Jean e entrou: 2 a 1.

GUARANI 2 X 1 FLAMENGO
Emerson; Rodrigo Heffner, Rodrigão, Ailson e Márcio Careca; Maycon, Paulo Roberto, Baiano (Geovane) e Mário Lúcio (Reinaldo); Mazola e Rômulo (Ricardo Xavier). Marcelo Lomba, Léo Moura (Galhardo), Jean, Ronaldo Angelim e Juan; Willians, Corrêa, Renato e Petkovic; Diogo (Toró) e Val Baiano (Diego Maurício).
Técnico: Vagner Mancini Técnico (interino): Toninho Barroso
Gols: Jean, aos 47 minutos do primeiro tempo; Ailson, aos 46 minutos, e Reinaldo, aos 48 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Marcelo Lomba, Toró, Galhardo (Flamengo), Baiano, Mazola (Guarani)
Data: 29/8/2010. Estádio: Brinco de Ouro, em Campinas (SP). Árbitro: Arilson Anunciação (BA). Auxiliares: Alessandro Matos (Fifa-BA) e Erich Bandeira (Fifa-PE). Renda e público: R$ 216.173,00 / 10.317 pagantes

Por ICFUT – Palmeiras de Felipão vence o Galo de Luxemburgo de virada no Ipatingão

Quando se imaginava que o time mineiro sairia da zona de rebaixamento, Verdão, com gols de Marcos Assunção e Kleber, conquista os três pontos

Fonte – Globoesporte.com

Quando parecia que o Atlético-MG sairia da zona de rebaixamento, o Palmeiras proporcionou uma virada emocionante e conquistou os três pontos no Ipatingão. O Verdão se recuperou da última derrota no Campeonato Brasileiro e venceu os donos da casa por 2 a 1 neste domingo. Neto Berola fez o gol atleticano, enquanto Marcos Assunção e Kleber marcaram para a equipe paulista. 

Com o resultado, o Palmeiras chegou aos 23 pontos e subiu bastante na tabela de classificação, chegando à oitava colocação. O Verdão subiu cinco posições e se tornou a equipe que mais cresceu na rodada. O Atlético-MG, por sua vez, continuou com 14, ainda na zona de rebaixamento da competição, em 18º lugar. O time mineiro não consegue se recuperar, e a torcida, antes passiva, vaiou muito a equipe após o encerramento da partida.

Agora, na próxima rodada, o Atlético-MG vai a Goiânia, onde enfrentará o Goiás, na quarta-feira, às 21h (de Brasília). O Palmeiras também jogará na quarta, mas às 22h, no Maracanã, diante do líder Fluminense.

Chances perdidas de ambos os lados

Diego Tardelli Fabricio Danilo Mauricio Ramos Atlético-MG x Palmeiras
Diego Tardelli não consegue marca

O jogo começou quente no Ipatingão. Logo aos três minutos, o atacante Neto Berola fez fila no meio da defesa palmeirense e soltou a bomba. A bola – caprichosamente – explodiu na trave do goleiro Marcos, que ficou só olhando. O troco do Palmeiras veio aos 10 minutos, quando o zagueiro Réver, na entrada da área, perdeu a bola para o atacante Valdívia e teve que fazer falta para parar a jogada. Na cobrança, o chileno acertou a barreira.

A melhor opção ofensiva do Galo continuou sendo Neto Berola, que, em várias ocasiões, construiu jogadas de perigo, a maioria pela direita do ataque. Pelo lado do Palmeiras, a dupla de atacantes, Kleber e Valdívia, buscava o acerto, com muita movimentação e troca de posições em campo.

O time paulista teve mais uma grande chance, em uma jogada criada justamente pelos dois atacantes da equipe paulista. Aos 24 minutos, Valdívia lançou Kleber, que, dentro da área, passou por Fábio Costa e bateu. Réver tirou em cima da linha. O Galo também tentava chegar com perigo e, em um outro bom momento, o volante Rafael Jataí deu um pique com a bola dominada e bateu forte, para boa defesa de Marcos.

O sol quente e o forte calor fizeram com que o ritmo do jogo diminuísse nos minutos finais do primeiro tempo. Aos 41 minutos, porém, o Palmeiras teve a chance de gol mais clara. Marcos Assunção cobrou escanteio da direita, Kleber desviou de cabeça, e Fabrício, sozinho, perdeu o gol de dentro da pequena área.

Virada palmeirense

O Palmeiras começou o segundo tempo com mais presença no campo de ataque, mas foi o Atlético-MG que abriu o placar no Ipatingão, aos sete minutos. Serginho, que havia entrado no lugar do equatoriano Edison Méndez, lançou Neto Berola, que dominou e, com um belo toque, fez o primeiro gol do jogo.

Serginho trabalhou bem novamente, aos 13 minutos, e por muito pouco, o Galo faz o segundo. O volante lançou Rafael Cruz, na ponta direita. O lateral cruzou na área, e Neto Berola cabeceou por cima do gol de Marcos.

O Palmeiras partiu pra cima com tudo, em busca do gol do empate. Mas dava espaços para o Atlético-MG contra-atacar. Serginho, aos 19 minutos, e Neto Berola, aos 20, perderam boas chances para aumentar o placar.

E como diz o velho chavão do futebol: quem não faz, toma. Aos 21, Kléber fez linda jogada pela esquerda e tocou pra Luan, que bateu cruzado. Fábio Costa deu rebote, e Marcos Assunção não perdoou: 1 a 1.

O gol palmeirense deixou o jogo mais aberto, e os dois times passaram a atacar com mais ímpeto, já que o empate não era bom resultado para nenhum dos dois.

Aos 27 minutos, Fábio Costa se redimiu da falha no gol do Palmeiras e fez importante defesa, num chute de Kleber, cara a cara. Dois minutos depois, Diego Souza deu lugar a Fabiano e, pela primeira vez desde que chegou ao Atlético-MG, saiu de campo sob vaias.

O Palmeiras, de tanto procurar o gol, acabou premiado. Kleber, sempre ele, apareceu solto pela esquerda, ganhou de Réver, tabelou com Marcos Assunção e bateu cruzado para virar o placar no Ipatingão.

O Atlético-MG se perdeu completamente em campo, perdendo sua força de ataque, e o Palmeiras soube, de forma inteligente, controlar os minutos finais da partida e sair com a vitória e os três pontos.

Felipão pôde, ao final, comemorar mais uma vitória sobre Vanderlei Luxemburgo, que terá muito trabalho para tirar o Galo da situação difícil em que se encontra.

Atlético-MG 1 x 2 Palmeiras
Fábio Costa, Rafael Cruz, Werley, Réver e Eron; Rafael Jataí, Edison Méndez (Serginho), Diego Souza (Fabiano) e Ricardinho; Neto Berola (Ricardo Bueno) e Diego Tardelli. Marcos, Mauricio Ramos, Danilo e Fabrício (Tinga); Márcio Araújo, Pierre, Edinho, Marcos Assunção (Patrik) e Valdívia (Luan); Rivaldo e Kléber.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo. Técnico: Luís Felipe Scolari.
Estádio: Ipatingão, em Ipatinga (MG). Data: 29/8/2010. Horário: 16h (de Brasília). Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa/RJ). Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés (Fifa/RJ) e Ricardo de Almeida (RJ).
Cartões amarelos: Edison Méndez e Réver (Atlético-MG); Kleber (Palmeiras). Público: 11.120 pagantes. Renda: R$ 51.840,00.
Gols: Neto Berola (Atlético-MG), aos 7 minutos, Marcos Assunção (Palmeiras), aos 21 minutos, Kleber (Palmeiras), aos 31 minutos do segundo tempo.

Por ICFUT – Neymar volta a perder pênalti, mas Peixe vence e homenageia Ganso

Santistas entram em campo mostrando uma frase de apoio ao camisa 10. Vitória foi oferecida ao craque, que operou neste sábado

Fonte – Globoesporte.com

Há vida sem Ganso. Aos trancos e barrancos, o Santos mostrou isso neste sábado à noite, no Pacaembu. Azar do Goiás, lanterna do Brasileirão, que afundou ainda mais com a derrota por 2 a 0. Após um primeiro tempo enrolado, com o Peixe sem criatividade, sentindo a falta de seu principal armador, que operou o joelho horas antes da partida, e o Goiás contra-atacando sem, porém conseguir marcar,  a equipe da casa desencantou na etapa final com um golaço de Zé Eduardo e outro do garoto Alan Patrick, meia que está sendo preparado para ser a mais nova joia da Vila Belmiro. Agora, o Peixe está na terceira colocação, com 27 pontos, e os goianos seguem na lanterna, com 13.

O pênalti desperdiçado por Neymar (o terceiro no Brasileirão) acabou não fazendo muita falta. Os santistas entraram em campo com uma faixa em homenagem ao amigo e ofereceram a vitória a Ganso. O Santos volta a jogar na quinta-feira, contra o Avaí, às 21h (horário de Brasília), na Vila Belmiro. Já o Goiás, na quarta, recebe o Atlético-MG, também às 21h, no Serra Dourada.

Peixe aperta, mas Goiás equilibra

O Santos começou a todo vapor, apertando o Goiás, criando chances. O técnico Dorival Júnior optou por uma formação mais ofensiva, com Zé Eduardo, Keirrison e Neymar à frente. Marquinhos, mais recuado, tinha a missão de fazer a função de Ganso. No início, as coisas começaram a dar certo. A intensa movimentação dos atacantes alvinegros bagunçava a zaga verde, que corria de um lado para o outro sem conseguir achar ninguém. Aos 8 minutos, Léo foi à linha de fundo e cruzou na cabeça de Keirrison, que fez até pose para cabecear. Testou firme, para baixo, como manda o manual. Mas Harley, com os reflexos em dia e bem colocado, operou um milagre debaixo do gol da entrada do Pacaembu.

O ímpeto santista, no entanto, foi dimuindo. O Goiás acertou a marcação, com Amaral recuando para brecar Zé Eduardo e Rafael Tolói colando e Neymar. Com ataque, marcado, seria a vez do meio de campo santista aparecer. Mas aí ficou evidente que não se acha um novo Ganso assim, de uma hora para outra. Marquinhos bem que tentou, mas não tem a mesma dinâmica do titular, que operou o joelho esquerdo neste sábado e só volta em 2011. O Santos passou a errar muitos passes, o que não tem sido comum neste ano. Melhor para o Goiás.

O time esmeraldino, com a lanterna na mão, jogava sua vida no Pacaembu e, vendo que o bicho do outro lado não era tão feio quanto parecia, passou a tocar a bola, a abrir o jogo e a ameaçar efetivamente o gol de Rafael. Aos 23, Everton Santos dominou a bola usando a mão. O árbitro não viu. O lance seguiu e o atacante esmeraldino bateu de pé direito. Rafael abafou e Durval mandou para escanteio. Em seguida, Rafael Tolói desarmou Neymar com estilo, fez jogada de ponta direita e cruzou na área. Rafael Moura dominou e tentou de bicicleta, mandando a bola por cima do gol.

À essa altura, o jogo já era igual, com o Santos tomando a iniciativa e o Goiás levando perigo nos contra-ataques. Neymar tentava se desvencilhar da marcação, mas caía demais em campo. Em alguns lances, é verdade, o juiz fez vistas grossas para os empurrões no garoto. Em outros, o camisa 11 simplesmente se atirou.

Perto do fim da primeira etapa, o Santos voltou a apertar o Goiás. Isso aconteceu porque os laterais, sobretudo Léo, passou a chegar mais à linha de fundo. Harley se desdobrou e conseguiu limpar a área com boas saídas de gol.

Pênalti perdido e voleio vencedor

O segundo tempo começou com o Goiás dando um susto nos santistas logo aos 50 segundos, quando Bernardo dominou pelo meio, ajeitou o corpo, mediu a distância e mandou a bomba. A bola viajou e entraria no canto esquerdo de Rafael, que voou e espalmou para escanteio.

Passado esse lance, o Santos logo retomou o controle do jogo. Pressionando, andou perto de marcar logo aos 2 minutos, quando Zé Eduardo foi à linha de fundo, pela esquerda, e cruzou rasteiro. Tolói chegou antes de Keirrison e cortou na hora H. K9, aliás, mostrou que está totalmente fora de ritmo. Facilmente marcado, não conseguiu completar nenhuma jogada no segundo tempo. Acabou substituído por Madson.

A mudança tornou o ataque santista mais dinâmico. Aos 24, Zé Eduardo tentou passar por Rafael Tolói e foi derrubado na área. Pênalti. Era a chance para o Peixe sair na frente. Neymar ajeitou a bola, tomou distância e bateu. Mas o tiro saiu fraco, telegrafado. Harley caiu no canto direito e pegou. Foi o terceiro pênalti desperdiçado pelo camisa 11 no Brasileirão (assista ao vídeo). O quinto no ano.

Mas como tem acontecido no ano, houve quem limpasse a barra do garoto. E com estilo. Aos 30, Madson desceu com velocidade pela direita, ajeitou e cruzou de esquerda para Zé Eduardo, que entrava livre pelo outro lado. A bola veio pelo alto, o atacante ajeitou o corpo e, com um lindo voleio, abriu o placar. Gol de Zé Eduardo, mas que Neymar assinaria.

A entrada de Madson deu uma outra dinâmica ao Santos, que voltou a ser veloz e criativo. Em seguida, entraram Danilo e Alan Patrick, nos lugares de Léo e Marquinhos, respectivamente. Jogadores mais leves, rápidos. Era isso o que o Peixe precisava. O Goiás já não tinha mais forças. Corria de um lado para o outro sem conseguir brecar os garotos de camisa branca. Neymar passou a ser caçado em campo. Até seu calção arrancaram.

O segundo gol santista estava maduro. Aos 37, Patrick, aquele que é considerado o sucessor de Ganso, pegou a bola pela meia esquerda e arriscou o chute de direita. O tiro, rasteiro, entrou no canto direito. O Pacaembu explodia mais uma vez.

SANTOS 2 X 0 GOIÁS
Rafael, Para, Aguiar, Durval e Leo (Danilo); Arouca, Rodriguinho e Marquinhos (Alan Patrick); Ze Eduardo, Keirrison (Madson) e Neymar. Harlei; Douglas, Rafael Tolói, Ernando e Júnior; Jonílson, Amaral, Bernardo (Romerito) e Rithelly; Everton Santos (Carlos Alberto) e Rafael Moura (Otacílio Neto).
Técnico: Dorival Júnior Técnico (interino): Wladimir Araújo
Gols: Zé Eduardo, 30, Alan Patrick, 37 do segundo tempo
Cartões amarelos: Rodriguinho, Arouca (Santos), Rithelly, Rafael Moura, Romerito, Rafael Tolói (Goiás)
Renda e público: R$ 435.340,00/17.968 pagantes
Estádio: Pacaembu, em São Paulo (SP). Data: 28/8/2010. Árbitro: Alício Pena Júnior (MG). Auxiliares: Guilherme Dias Camilo (MG) e Fábio Ferreira (TO)

Por ICFUT – Prudente apronta, mas Ceará arranca empate no fim e acalma a torcida

Anfitrião toma virada de Wesley no primeiro tempo e se recupera na segunda etapa. Time paulista pode voltar à zona de rebaixamento

Fonte – Globoesporte.com

A torcida do Ceará esperava ver uma vitória do time diante do Grêmio Prudente neste sábado, no Castelão, mas teve que se contentar com o empate por 2 a 2, pelo Brasileiro. Ainda mais porque o visitante azedou a festa no primeiro tempo com Wesley, que fez dois gols. O anfitrião deixou tudo igual somente aos 40 minutos do segundo tempo, fazendo o torcedor que foi ao estádio passar sufoco.

Com o resultado, o anfitrião ficou com 25 pontos e a sétima posição, mas ainda pode ser ultrapassado pelo Avaí neste domingo. O visitante, com 16 pontos, está na 16ª posição, mas pode voltar à zona de rebaixamento também neste domingo, já que tem chances de ser ultrapassado por São Paulo, Grêmio e Atlético-MG. Na próxima rodada, o time paulista recebe o Botafogo às 19h30m, no Prudentão, na quarta-feira, e o Ceará visita o Atlético-PR às 22h, na Arena da Baixada.

Anfitrião abre o placar, mas Wesley vira o jogo

Logo aos dois minutos, Geraldo tocou para Magno Alves, que desceu pela esquerda e chutou forte para a defesa de Giovanni. No minuto seguinte, o atacante apareceu novamente diante do goleiro do Prudente e chutou forte, mas o camisa 1 impediu a bola na rede. A pressão era toda do Ceará no início da partida.

Aos sete, Geraldo empurrou a bola para a rede, mas o gol foi anulado pelo bandeirinha, que apontou impedimento. A torcida do Vozão ficou irritada com a marcação. Mas logo comemorou: aos 11, Magno Alves, de novo, chutou forte, obrigando Giovanni a tirar a bola. Ela sobrou para Washington, que balançou a rede na pequena área: 1 a 0 para o dono da casa (assista ao vídeo). O problema é que o autor do gol se machucou na queda após a jogada e precisou ser substituído.

Ciente de que não poderia ficar na defesa o tempo todo, o Grêmio Prudente começou a sair um pouco mais para o jogo. E conseguiu assustar a torcida do Vozão aos 27, quando Henrique Dias arriscou um chute que acertou o travessão. A resposta do Ceará veio aos 33, quando Geraldo cobrou falta perto da área pela direita, e Giovanni se jogou para agarrar a bola e não dar chances para rebote.

Com o avanço do Prudente, as chances começaram a aparecer, e logo o visitante conseguiu o empate: aos 36, Wesley recebeu a bola na entrada da área e desferiu um belo chute, que estufou a rede do Ceará: 1 a 1. Aos 41, Wesley virou o jogo: ele aproveitou a bobeira do Anderson, que não conseguiu sair jogando, roubou a bola e colocou no gol: 2 a 1 (assista ao vídeo). O time paulista havia finalizado apenas cinco vezes até então na partida, contra 12 do Ceará.

De tanto pressionar, Ceará consegue empate

Ouvindo vaias da torcida no intervalo, o Ceará teve que partir para cima do adversário para não passar vexame em casa. Geraldo assustou Giovanni com uma cabeçada aos seis minutos. Aos dez, Magno Alves chutou rasteiro e forte de fora da área e obrigou o goleiro a espalmar. O Vozão voltava a dominar as ações, com o Prudente mais fechado.

Aos 14, o Ceará perdeu a chance mais clara de empatar a partida: Michel desceu pela direita e cruzou rasteiro, mas João Marcos não alcançou a bola e se jogou no chão, lamentando a oportunidade de ouro que deixou escapar. Aos 18, Camilo cobrou falta rente à trave. E, aos 21, Geraldo entrou pela esquerda, mas chutou para fora. Era a pressão total do Vozão.

O Prudente se segurava como podia. Zago fez substituições e arrumou o time para impedir que o Ceará fizesse o gol de empate. E, aos 38, Henrique Dias quase fez o terceiro, em um chute de frente para o gol, que acabou para fora. A falta de pontaria custaria caro ao visitante dois minutos depois.

De tanto insistir, o Ceará conseguiu o empate sofrido, aos 40. Tony cobrou escanteio, Careca cabeceou para o chão e a bola enganou Giovanni ao bater no chão e subir para a rede: 2 a 2 . A torcida do Vozão comemorou, mas ainda estava na bronca pelo primeiro tempo da equipe. Teve que se contentar com o empate, que se confirmou ao fim da partida.

CEARÁ 2 X 2 GRÊMIO PRUDENTE
Diego; Anderson, Fabrício e Diego Sacoman; Camilo (Tony), Michel, Heleno (Careca), João Marcos e Geraldo; Washington (Wellington Amorim) e Magno Alves. Giovanni; Paulo César, Anderson Luís, Flávio Boaventura e Diego Giaretta; João Vitor (Anderson) , Rodrigo Mancha, Marcelo Oliveira e Adriano Pimenta (Roberto); Henrique Dias e Wesley (Robson).
Técnico: Mário Sérgio Técnico: Antônio Carlos Zago
Gols: Washington, aos 11 minutos, e Wesley, aos 36 e aos 41minutos do primeiro tempo. Careca, aos 40 minutos do segundo tempo
Data: 25/08/10. Local: Castelão, em Fortaleza. Árbitro: Carlos Eugenio Simon (Fifa/RS). Auxiliares: Paulo Ricardo Silva Conceição(RS) e Francisco Pereira de Lima Júnior (PI)

Por ICFUT – Vasco e Cruzeiro perdem gols e ficam iguais em São Januário: 1 a 1

Cariocas abrem o placar com golaço de Zé Roberto, mas permitem o empate dos mineiros em gol contra de Fernando

Fonte – Globoesporte.com

A intenção de ambos era se aproximar dos primeiros colocados do Campeonato Brasileiro. Mas Vasco e Cruzeiro terão de esperar um pouco mais. Neste sábado, concorrentes diretos que são, cariocas e mineiros empataram por 1 a 1 em São Januário, que recebeu bom público, pela 17ª rodada (13.691 pagantes). Os gols saíram no primeiro tempo. Zé Roberto, de muito longe, marcou para os vascaínos, enquanto a Raposa diminuiu num gol contra do zagueiro Fernando.

Se não foi excelente para ninguém, o placar agrada mais ao time do técnico Cuca, que está em sexto, com 25 pontos. Como Santos (vencedor da Copa do Brasil) e Internacional (campeão da América) já estão garantidos na Libertadores de 2011 e ocupam a terceira e quarta colocações na tabela, a Raposa aparece na zona de classificação do torneio, ao menos até domingo – o Avaí pode assumir esse posto. Já a equipe de PC Gusmão, que poderia ter ultrapassado o adversário com uma vitória, ocupa o oitavo lugar, com 23.

O retrospecto do confronto continua ruim para o time da Colina. Nos últimos seis confrontos entre as equipes (ou quatro anos), a equipe celeste não perdeu. Os vascaínos venceram pela última vez no primeiro turno do Brasileiro de 2006, quando fez 1 a 0 em São Januário.

O Vasco não vai jogar no meio da próxima semana. O jogo contra o Corinthians, válido pela 18ª rodada, foi adiado para 13 de outubro por conta dos festejos do centenário do clube paulista. A equipe carioca visita o Ceará, sábado que vem, às 18h30m, no Castelão. O Cruzeiro vai entrar em campo na próxima quarta-feira, contra o Flamengo, às 22h, no Parque do Sabiá.

Equilíbrio e emoção no fim do primeiro tempo

Montillo Cruzeiro x Vasco
Éder Luis aperta a marcação sobre Montillo no jogo em São Januário

Felipe no meio, Zé Roberto um pouco mais adiantado, Éder Luis aberto pela direita e Carlos Alberto na esquerda. Foi a confiança neste quarteto que fez a torcida do Vasco encher São Januário para ver o time jogar. Ninguém poupou fôlego. Carlos Alberto deu carrinho para pressionar a saída de bola adversária, Éder correu sem parar, e Zé Roberto se movimentou por todo o meio-campo. A equipe que não ousou dar um chute a gol sequer contra o São Paulo, no meio de semana, teve gana contra o Cruzeiro. Teve alma. Éder Luis e Dedé foram os primeiros a tentar, antes dos dez minutos. O atacante parou em Fábio, enquanto o zagueiro errou por pouco.

Concorrente na disputa por um lugar no G-4, a Raposa não se intimidou. Dos pés do meia Montillo nasceram as melhores jogadas. O jogo celeste passa todo pelo argentino, que chegou há pouco tempo, mas é o dono na 10. Com ele na articulação, e Rômulo e Diego Renan pela alas, a equipe de Cuca consegue ser sempre veloz. Na frente, Thiago Ribeiro e Wellington Paulista não deram sossego aos zagueiros. Aos 20, Rômulo passou por Irrazábal (lateral-direito improvisado na ala esquerda) com um chapéu e achou Thiago na área. Wellington Paulista não alcançou, mas sobrou para Diego Renan. O chute de direita ficou na defesa. Quatro minutos depois, Montillo ganhou de Felipe no meio, Rômulo disparou com a bola e a devolveu ao argentino na linha de fundo. Fernando Prass saiu bonito para cortar o cruzamento.

O Vasco parou, e a torcia sentiu, ficou mais acanhada. Despertou aos 30. Carlos Alberto achou Éder Luis pela esquerda da área, e o atacante bateu rasteiro. Fábio saiu bem para abafar. Pouco depois, uma baixa importante para o técnico PC Gusmão. Felipe sentiu um problema muscular na coxa direita e teve de deixar o jogo. Saiu com muitas dores e foi substituído por Alan.

À vontade, o Cruzeiro assustou, aos 36. Rômulo cruzou, e Wellington Paulista desviou de cabeça. A bola saiu sem direção e se perdeu pela linha de fundo. O 0 a 0 parecia insistente, mas não duraria até o intervalo. Em cinco minutos, a emoção deu as caras, principalmente porque o Vasco não desistiu. Aos 43, Carlos Alberto aproveitou falha da defesa, dominou e achou Zé Roberto quase na pequena área. O camisa 10 dominou mal, levou para o pé esquerdo e arriscou. Acertou a rede pelo lado de fora. Enquanto ainda ouvia broncas dos torcedores, Zé foi novamente procurado pela bola. Um minuto depois, recebeu fora da área e arriscou do meio da rua. Com raiva e precisão, no ângulo: 1 a 0 para fazer o caldeirão de São Januário explodir.

O segundo poderia ter saído com Fagner, aos 46, mas o chute parou em Fábio. Só que o Cruzeiro também não desistiu. Dois minutos depois, confusão na área vascaína, a bola sobrou para Thiago Ribeiro no cantinho da pequena área, ele bateu cruzado, e o chute desviou em Fernando antes de entrar: 1 a 1.

Cruzeiro melhora, mas Vasco equilibra

O Vasco voltou do intervalo com uma mudança. O lateral-esquerdo Carlinhos substituiu Irrazábal, que sofreu no primeiro tempo. Cada investida de Rômulo era um perigo. Se no primeiro tempo esperou a iniciativa vascaína, o Cruzeiro tentou resolver na etapa final. Foi mais incisivo, teve atitude. Aos seis, Fernando Prass mostrou que está com o reflexo em dia. Thiago Ribeiro chutou forte, e o goleiro espalmou.

Mais ataque e mais marcação. A equipe celeste conseguiu dominar o jogo porque soube marcar Carlos Alberto. Em vários momentos o meia se viu cercado pelos adversários. Bastava tocar na bola que brotavam cruzeirenses. O Vasco teve de buscar alternativas. Éder Luis, bem menos acionado no segundo tempo, voltou a aparecer após boa jogada de Alan, aos 11. Lançado na esquerda, o atacante cortou para o meio, mas errou o alvo (por muito!). Jogou pela lateral do campo.

O Cruzeiro esteve muito perto do segundo, mais uma vez com Thiago Ribeiro. Aos 25, Rômulo recebeu de Montillo na direita e colocou na cabeça do camisa 11. No desvio de cabeça, a bola passou muito perto da trave de Prass. Gol que ele não está acostumado a perder. Foi o último bom lance de Thiago no jogo. Cuca tirou o atacante e colocou Wallyson. No meio, Montillo deu lugar a Roger. No Vasco, PC tirou Zé Roberto, que já aparentava cansaço, e lançou Jonathan. E foi o garoto que despertou os cruzmaltinos. Com velocidade, encarou os marcadores e tentou recolocar Carlos Alberto no jogo.

Wallyson também entrou bem. Aos 37, ele foi lançado pela direita, invadiu a área e tocou bonito sobre Fernando Prass. A bola subiu demais. Wellington Paulista também teve chance chance, mas perdeu. O zagueiro Fernando também poderia ter feito o segundo, só que jogou para fora. Pelos gols perdidos, resultado justo.

VASCO 1 X 1 CRUZEIRO
Fernando Prass; Dedé, Fernando e Nilton; Fagner, Rafael Carioca, Felipe (Alan), Carlos Alberto e Irrazábal (Carlinhos); Zé Roberto (Jonathan) e Éder Luis. Fábio; Claudio Caçapa, Edcarlos e Gil; Rômulo, Henrique, Fabrício, Montillo (Roger) e Diego Renan (Pablo); Thiago Ribeiro (Wallyson) e Wellington Paulista.
Técnico: PC Gusmão. Técnico: Cuca.
Gols: Zé Roberto, aos 44, e Fernando (contra), aos 48 do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Fagner e Nilton (Vasco); Wellington Paulista, Gil, Fabrício e Henrique (Cruzeiro).
Renda: R$ 309.020. Público: 13.691 pagantes
Estádio: São Januário, Rio de Janeiro (RJ). Data: 28/08/2010. Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (Fifa-SP). Auxiliares: Ednilson Corona (Fifa/SP) e Vicente Romano Neto (SP).