Por ICFUT – Na estreia de Deco, Flu e Vasco empatam em clássico emocionante

Partida no Maracanã tem mais de 80 mil torcedores e quebra o recorde de público do Campeonato Brasileiro de 2010

Fonte – Globoesporte.com

Na estreia com a camisa tricolor, Deco teve a chance de sair como herói aos 40 minutos do segundo tempo. A bola apareceu limpa para o meia fazer o gol da vitória. Mas o chute foi parar nas nuvens e os gritos de “Deco, Deco, Deco…” vieram, ironicamente, da torcida cruzmaltina. No último lance do clássico, Carlos Alberto também poderia virar o nome do jogo. Mas o chute cruzado, aos 47, passou muito perto da trave direita de Fernando Henrique. Os dois lances mostram como o clássico foi emocionante, com direito a quebra de recorde e que vai entrar para a história como o maior público do Campeonato Brasileiro de 2010. No total, 80.080 torcedores estiveram, neste domingo, no Maracanã, para acompanhar o empate de 2 a 2 entre Fluminense e Vasco, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. Gum, Éder Luis, Fagner e Julio Cesar, pela ordem, marcaram os gols da partida.

Com o resultado, o Fluminense segue na liderança do Campeonato Brasileiro com 33 pontos, mas viu a diferença para o Corinthians – que venceu o São Paulo por 3 a 0 – diminuir para dois pontos. Já o Vasco segue em evolução. Está com 21, em nono lugar, agora na frente do Flamengo. Paulo César Gusmão manteve a invencibilidade e é o único técnico que ainda não perdeu na competição. Na próxima rodada, o Fluminense viaja até Goiânia para enfrentar o Goiás, penúltimo colocado, na quarta-feira, às 19h30m (de Brasília), no Serra Dourada. Já o Vasco encara o São Paulo, no Morumbi, às 22h.

Gum e Eder Luis marcam no primeiro tempo

deco fluminense vasco
Deco teve atuação discreta na estreia. E perdeu um gol incrível

Foi um espetáculo digno do Maracanã, que a partir desta segunda-feira começa a receber as obras para a Copa do Mundo de 2014, orçadas em R$ 705 milhões. O palco mais tradicional do futebol brasileiro vai ter a capacidade reduzida parcialmente para 45 mil torcedores com a retirada das cadeiras inferiores nesta primeira etapa das reformas.

Tricolores e vascaínos lotaram o estádio, acabaram com todos os 66.757 ingressos colocados à venda. Quando os dois times entraram em campo, o que se viu foi uma linda festa nas arquibancadas. A torcida cruzmaltina, com milhares de balões brancos entre as bandeiras, montou um lindo cenário. No outro lado, o tradicional mosaico simulava a bandeira do Fluminense e três faixas ao longo do anel superior formavam a frase “Orgulho de ser tricolor”.

Em campo, clima de paz. Escolhido pelos torcedores em uma votação pela Internet, o goleiro Fernando Prass usava a camisa 112, uma homenagem ao aniversário do Vasco no último sábado. Enquanto Fernando Henrique se ajoelhava no chão, beijava cada uma das luvas e pedia ajuda dos céus, Carlos Alberto corria para o banco tricolor para dar um forte abraço no amigo  Deco, que começava a partida na reserva.

Veio o apito inicial. Pela primeira vez, Paulo César Gusmão escalou Carlos Alberto, Felipe, Zé Roberto e Éder Luis juntos. Para isso, o treinador mudou o esquema tático do Vasco para o 3-5-2 e deixou Felipe como ala na esquerda, como no início da carreira. O Fluminense começou melhor, na pressão. Conca tinha liberdade para jogar. O Vasco demorou a acertar o posicionamento. Rapidamente, o Tricolor percebeu que o caminho era pelo alto. Emerson tentou primeiro. Mas cabeceou fraco e no meio do gol. Mas aos seis minutos, após cobrança de escanteio de Conca, Gum subiu mais alto que a defesa. Fernando Prass ainda fez um milagre e evitou o gol após a cabeçada. Mas a bola sobrou para o zagueiro, que soltou a bomba e estufou a rede. Fluminense 1 a 0.

O Vasco estava assustado. E Conca poderia ter feito o segundo. Após uma arrancada impressionante, o argentino perdeu o equilíbrio ao entrar na área e não conseguiu concluir. Mas após os 15 minutos iniciais, o Fluminense diminuiu o ritmo e a torcida tricolor se calou na arquibancada. E, aos poucos, o Vasco foi se organizando. Felipe saiu da esquerda e foi mais para o meio. Zé Roberto se movimentava mais. O Time da Colina passou a ter mais o controle de bola.

Mas o jogo estava travado, com poucos espaços. A solução parecia estar na bola parada. Falta na entrada da área. Ótima chance. Mas Carlos Alberto acertou a barreira. O empate poderia ter vindo pelo alto. Felipe cobrou escanteio, Nilton desviou, e Carlos Alberto apareceu livre na segunda trave com o goleiro Fernando Henrique já batido no lance. Mas o meia-atacante concluiu para fora.

O capitão cruzmaltino, porém, se redimiu aos 37 minutos. Em um ótimo contra-ataque, Carlos Alberto deu um passe primoroso para Éder Luis. Na cara de Fernando Henrique, o atacante tocou rasteiro e deixou tudo igual: 1 a 1. Na comemoração, o camisa 19 correu todo o campo e foi dar um forte abraço no técnico Paulo César Gusmão para acabar com qualquer dúvida de que a relação entre os dois estaria arranhada. E o primeiro tempo terminava.

Deco e Carlos Alberto tiveram a chance de decidir

Os dois times voltaram sem mudanças para o segundo tempo. E o clássico recomeçou eletrizante. Logo no primeiro minuto, Julio Cesar arriscou da entrada da área, e Fernando Prass voou no canto direito para espalmar para escanteio. A resposta veio em alto estilo. E parecia replay do primeiro gol vascaíno. Contra-ataque, Carlos Alberto novamente encontra Fagner livre entre os zagueiros. O lateral, com muita calma, toca rasteiro na saída de Fernando Henrique. Era a virada cruzmaltina: 2 a 1.

Em desvantagem, o Fluminense se lançou ao ataque. Emerson, bem marcado, não conseguia espaços. Mas lutava como poucos. E o esforço foi recompensado. Aos 14 minutos, o atacante não desistiu de um lance na linha de fundo, pressionou Felipe e aproveitou uma distração do vascaíno para roubar a bola e cruzar para a área. A pane da defesa parece ter contaminado Zé Roberto, que interceptou o passe, mas também não tirou a bola da área. E foi desarmado por Julio Cesar, que chutou no canto esquerdo de Fernando Prass para empatar o clássico.

Logo após o empate tricolor, Paulo César Gusmão resolveu tirar Felipe, cansado. Pelo lado tricolor, Deco finalmente entrou em campo aos 29 minutos. Mas o meia pouco produziu. O jogo ficou amarrado, com poucas oportunidades de cada lado.

Na melhor chance, a estrela tricolor falhou e isolou para longe a vitória. Julio Cesar fez boa jogada pela esquerda e cruzou. A defesa vascaína dormiu e deixou Deco livre na marca do pênalti. O meia tinha tudo para marcar o gol da vitória e sair do Maracanã como herói. Mas o chute ganhou altura e passou muito longe do travessão de Fernando Prass. O nome de Deco foi cantado em alto e bom som. Mas pelos torcedores vascaínos. E no último lance do clássico, Carlos Alberto fez ótima jogada, entrou na área e chutou cruzado. A bola passou rente à trave. Final no Maracanã: 2 a 2.

VASCO 2 x 2 FLUMINENSE
Fernando Prass; Fernando, Dedé e Nilton; Fagner,  Rafael Carioca, Romulo (Alan), Carlos Alberto e Felipe (Carlinhos); Zé Roberto (Jonathan) e Éder Luis. Fernando Henrique, Gum, Leandro Euzébio e André Luis; Mariano, Diguinho (Deco), Diogo, Conca e Julio Cesar; Emerson e Washington (Fernando Bob).
Técnico: PC Gusmão Técnico: Muricy Ramalho.
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ)
Assistentes: Dibert Pedrosa (Fifa-RJ) e Rodrigo Joia (RJ)
Cartões amarelos: Fernando, Zé Roberto, Carlinhos (Vasco); Leandro Eusébio, Gum, Diogo, Emerson (Fluminense)
Gols: Gum aos 6 e Éder Luis aos 37 minutos do primeiro tempo; Fagner aos 2 e Julio Cesar aos 14 minutos do segundo tempo
Público presente: 80.080 torcedores
Público pagante: 66.757 torcedores
Renda: R$ 1.784.395,00

Por ICFUT – Em Ipatinga, Vitória bate o Cruzeiro, que perde chance de entrar no G-4

Time mineiro segue sem vencer e desperdiça terceira chance de entrar no G-4

Fonte – Globoesporte.com

O Cruzeiro desperdiçou mais uma vez a chance de entrar para o G-4 do Brasileirão. Com um golaço de Júnior, o Vitória conquistou seu primeiro triunfo fora de casa no Campeonato Brasileiro na partida no Ipatingão, válida pela 15ª rodada. Há três jogos sem vencer, a Raposa segue com 21 pontos, agora na oitava colocação. Já o Rubro-Negro baiano deu um salto na tabela, chegou a 20 pontos e entrou na zona de classificação da Copa Sul-Americana.

Na próxima rodada, o Cruzeiro volta suas atenções para o difícil duelo contra o vice-líder Corinthians, quarta-feira, às 21h50 (de Brasília), no Parque do Sabiá, em Uberlândia. Já o Vitória recebe o Guarani, na quinta-feira, às 21h (de Brasília) no Barradão.

O jogo

O Cruzeiro começou a partida disposto a voltar a vencer como mandante  e apagar as fracas atuações dentro de casa. E logo no primeiro lance, Wellington Paulista mostrou que estava ligado. Ele roubou a bola de Anderson Martins e só foi parado com falta. A cobrança, porém, não levou perigo ao gol dos visitantes.

junior vitória gol cruzeiroJúnior comemora o gol da primeira vitória do Leão fora de casa

A primeira finalização perigosa do time da casa foi do estreante da noite, Jones, contratado junto ao América-RJ. Ele tabelou com Montillo e chutou cruzado. Depois dos sustos, o Vitória conseguiu se acertar em campo e respondeu em duas oportunidades seguidas. Na primeira, Henrique, do Cruzeiro, cortou errado, e Ricardo Conceição quase marcou. Na sequência, Edcarlos saiu jogando mal e Henrique, do Vitória, chutou por cima.

Mas foi Wellington Paulista quem teve a melhor chance da Raposa na etapa inicial. Thiago Ribeiro foi à linha de fundo e cruzou na cabeça do atacante, que testou firme. Seguro, Viáfara fez a defesa em dois tempos.

A resposta dos baianos não demorou. Fábio fez brilhante defesa ao espalmar, para escanteio, uma bomba de Eduardo, da entrada da área. E no último lance o Vitória quase marcou, em cabeçada de Elkeson, que passou rente à trave.

Pressão sem efeito

Thiago ribeiro cruzeiro vitória
Thiago Ribeiro foi expulso infantilmente no segundo tempo

Com Roger no lugar de Jones, que não teve uma boa estreia, o Cruzeiro foi com tudo no segundo tempo para conseguir seu gol. Wellington Paulista quase abriu o placar no início da etapa ao pegar de primeira o cruzamento de Rômulo, mas acabou mandando para fora.

E quando a Raposa era melhor na partida, a defesa bobeou. Júnior recebeu na intermediária, driblou Gil e mandou uma bomba da entrada da área, sem chances para Fábio. Silêncio no Ipatingão.

O gol desestabilizou completamente o Cruzeiro, que viu o Vitória perder seguidas chances de ampliar, com Júnior e Henrique. Nas duas oportunidades, os baianos mandaram para fora de frente para o gol.

O Rubro-Negro cansou de perder gols e quase levou o empate. Wallyson, que havia entrado na vaga de Diego Renan, chutou e Viáfara espalmou para o meio da área, mas Wellington Paulista, incrivelmente, mandou por cima.

E a noite não era para os atacantes da Raposa. Thiago Ribeiro reclamou infantilmente do pedido do árbitro para a entrada da maca em campo e foi expulso. No final do jogo, o zagueiro Anderson Martins também levou o cartão vermelho, após agredir Wellington Paulista.

CRUZEIRO 0 x 1 VITÓRIA
Fábio; Rômulo (Caçapa), Gil, Edcarlos e Diego Renan (Wallyson); Henrique, Fabrício, Jones (Roger) e Montillo; Wellington Paulista e Thiago Ribeiro. Viáfara; Eduardo, Reniê, Anderson Martins e Egído; Vanderson, Henrique (Soares), Bida e Elkeson (Renato), Ricardo Conceição e Júnior.
Técnico: Cuca Técnico: Toninho Cecílio
Local: Ipatingão
Árbitro: Francisco Carlos Nascimento (AL)
Assistentes: Katiuscia Mayer Berger Mendonça (ES) e Carlos Joge Titara da Rocha (AL)
Gol: Nei, aos oito do segundo tempo
Cartões amarelos: Anderson Martins, Ricardo Conceição e Soares (Vitória), Thiago Ribeiro e Rabrício (Cruzeiro)
Público: 10.195 pagantes
Renda: R$ 166.096,00

 

Por ICFUT – Dragão atrapalha festa pós-título do Inter: 1 a 1 no Beira-Rio

Fonte – Globoesporte.com

Reservas colorados não conseguem vencer o lanterna do Brasileirão no primeiro jogo depois do bicampeonato da Libertadores

Era para ser uma tarde de festa para a torcida colorada, ainda encantada com o bicampeonato da América. Acabou sendo um dia de dificuldades e até algumas vaias no Beira-Rio. Culpa do Dragão, que complicou a vida dos reservas do Inter e arrancou empate por 1 a 1 em Porto Alegre. No primeiro jogo depois de reconquistar a Libertadores, o time gaúcho aceitou correr o risco de poupar seus titulares contra o Atlético-GO e acabou perdendo terreno na luta pelo título nacional.

O Colorado foi a 21 pontos, na sétima colocação. O resultado também não é motivo de grande alegria para os goianos, que seguem na lanterna, agora com dez pontos, dois a menos que o Goiás. Victor Ferraz, ainda no primeiro tempo, abriu o placar para os visitantes. Leandro Damião empatou para os gaúchos na etapa final.

O Inter volta a campo na quarta-feira. Com o retorno dos titulares, visita o Avaí em Florianópolis, às 19h30m (de Brasília). O Atlético-GO, um dia depois, encara o Palmeiras em São Paulo, às 21h.

Atlético-GO larga na frente

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Era um primeiro tempo sem graça, com aquele jeitão de jogo que parte do nada e chega a lugar algum, até os 42 minutos do primeiro tempo. Foi aí que o Atlético-GO, assanhado em campo há um bom tempo, mostrou ao bicampeão da América que faixa no peito não mete medo em ninguém. Victor Ferraz chutou de fora da área, sem grande força, e acertou o canto direito de Renan, que pulou atrasado e não chegou em tempo de fazer a defesa.

Minutos depois, com o fim do primeiro tempo, a torcida colorada vaiou o time, pouco ligando para o título conquistado na quarta-feira. Foi um sinal da insatisfação da galera com a apresentação dos reservas colorados. Renan foi o único titular em campo. Todos os demais, e até suplentes como Giuliano, preservado, Wilson Matias e Rafael Sobis, suspensos, foram ausências. A equipe não caminhou em conjunto. E Bruno Silva e Everton voltaram a decepcionar.

Mesmo assim, a etapa inicial foi equilibrada. O Inter teve duas boas chances de gol. Na primeira, Leandro Damião, autor de um gol na decisão continental diante do Chivas, deu chapéu em um zagueiro, passou reto por outro e mandou o chute, mas foi travado na hora certa. Na segunda, Andrezinho bateu falta com perigo, no canto esquerdo do goleiro Márcio, que conseguiu espalmar.

A equipe visitante teve capacidade para equilibrar o jogo e também criou chances. Elias, com 22 minutos, já havia ameaçado Renan. Chutou forte, com perigo, por cima do gol colorado.

Gurizada colorada empata

Com menos de dez minutos no segundo tempo, Celso Roth chamou Marquinhos, boa promessa do Inter, para entrar no lugar de Everton, novamente improdutivo. E o garoto de 20 anos melhorou o Inter. Deu movimentação na frente, criou opções, convocou os colegas a se aproximarem do ataque. Foi dele, aos 11 minutos, a primeira boa chance colorada na etapa final. Marquinhos abriu na esquerda, e Leonardo bateu cruzado, forte, com perigo. Pouco mais tarde, Andrezinho, muito mal no jogo, encontrou Edu na área. O cabeceio foi defendido por Márcio.

Roth chamou mais um garoto, o meia Oscar. E logo saiu o gol de empate. Aos 22, Marquinhos bateu da entrada da área. A bola encontrou Andrezinho no meio do caminho. O chute do meia foi defendido por Márcio, e Leandro Damião, no rebote, completou para o gol.

O gol tirou o Dragão do sono. William recebeu dentro da área, no meio de uma zaga perdida, e deslocou Renan. A bola bateu na trave direita (assista no vídeo acima). O Inter reagiu com Andrezinho. Ele avançou pela esquerda e bateu cruzado, para fora.

O jogo seguiu sem grandes chances. As duas equipes buscaram o gol da vitória, mas sem a competência necessária. Resultado: a igualdade permaneceu até o apito final.

INTERNACIONAL 1 X 1 ATLÉTICO-GO
Renan, Bruno Silva, Ronaldo Alves (Fabiano Eller), Sorondo e Leonardo; Glaydson, Derley, Andrezinho, Edu (Oscar) e Everton (Marquinhos); Leandro Damião. Márcio, Victor Ferraz, Jairo, Welton Felipe e Thiago Feltri; Ramalho, Pituca, Robston, Elias (Anaílson) e William (Carlinhos Bala); Rodrigo Tiuí (Pedro Paulo).
T: Celso Roth T: René Simões
Local: estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). Data: 22/08/2010. Árbitro: Paulo César Oliveira (Fifa/SP). Auxiliares: Ednilson Corona (Fifa/SP) e Márcio Eustáquio Sampaio (Fifa/MG).
Cartões amarelos: Jairo, Rodrigo Tiuí, Welton Felipe, Pedro Paulo (Atlético-GO); Leandro Damião (Inter)
Gols: Victor Ferraz, aos 42 minutos do primeiro tempo; Leandro Damião, aos 22 minutos do segundo tempo.
Público: 15.571. Renda: R$ 200.225,00.

Por ICFUT – Na reestréia de Valdivia, Guarani e Palmeiras ficam no empate sem gols

Pelo lado palmeirense, o chileno voltou, mas pouco fez em 45 minutos de jogo. Resultado é ruim para as duas equipes, que estacionam na tabela

Por GLOBOESPORTE.COM Campinas

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O calor atrapalhou, e a falta de ritmo dos reforços também. Portanto, o 0 a 0 entre Guarani e Palmeiras, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro, não poderia ter sido mais justo (assista aos principais lances no vídeo ao lado). Neste domingo, no Brinco de Ouro da Princesa, os dois alviverdes criaram boas chances de gol, pararam nos goleiros e sofreram com o sol a pino em Campinas – principalmente no primeiro tempo.

As duas equipes ficam estacionadas no meio da tabela após 15 rodadas do Brasileirão. Os comandados de Luiz Felipe Scolari sobem para 20 pontos, na 12ª posição. O Guarani, com 19, é o 13º.

Do lado palmeirense, Valdivia reestreou depois de dois anos longe e notou que precisa de mais tempo para se readaptar ao futebol brasileiro. Pelo Bugre, o atacante Rômulo também fez seu primeiro jogo, mas sumiu no meio da defesa adversária.

Ainda se arrumando com os reforços, o Verdão mostrou uma irregularidade natural. Após bela classificação na Copa Sul-Americana diante do Vitória, o time teve apresentação bem mais modesta no Brinco de Ouro.

Baiano Marcos Assunção Guarani x PalmeirasBaiano e Marcos Assunção em disputa de bola

Poucas chances e paradinha para a água

Embalado pela classificação épica na competição internacional, o Verdão começou fazendo pressão e chegou a assustar a defesa bugrina. Com facilidade pelo lado esquerdo, Rivaldo e Luan fizeram boa dupla no setor e protagonizaram o primeiro bom lance da partida. Aos seis minutos, o atacante passou pela marcação e cruzou para trás. Dentro da pequena área, Rivaldo aproveitou a bobeada da zaga e chutou no travessão.

No entanto, o calor não perdoou os atletas no Brinco de Ouro. Principalmente os palmeirenses, que diminuíram um pouco o ritmo e viram o Guarani crescer em campo. Com um homem a mais do que o Verdão no meio de campo, o time da casa passou a dominar as ações e arriscar chutes de longe.

Marcos teve de trabalhar bem em duas situações parecidas. Primeiro, aos 16, Ricardo Xavier limpou a marcação e chutou da intermediária, exigindo grande defesa do goleiro. Aos 20, foi a vez de Mazola se livrar da defesa e bater de curva, para nova intervenção do camisa 12.

Após a metade do primeiro tempo, o ritmo caiu tanto que o árbitro Sálvio Spínola decidiu fazer uma parada técnica de um minuto para os jogadores tomarem água e se refrescarem.

No retorno, poucas emoções. Os dois times preferiram trocar passes com mais calma, poupando esforços para a segunda etapa. Quem aproveitou a “moleza” foi Mazola. Ligado, ele se envolveu em um princípio de confusão após um choque com Márcio Araújo dentro da área. E, no lance final do primeiro tempo, mostrou habilidade ao aplicar o famoso drible do elástico em Fabrício.

Mago volta, e dupla dura pouco

O que todo torcedor palmeirense esperava há semanas aconteceu depois do intervalo. Vestindo a camisa 10 e recebendo todo o carinho dos fãs que compareceram ao Brinco de Ouro, Valdivia reestreou ao entrar no lugar de Fabrício. Além da novidade, o técnico Luiz Felipe Scolari pretendia abandonar o esquema com três zagueiros e reforçar o meio de campo, dominado pelo Bugre.

Nos primeiros lances, o meia chileno claramente sentiu a falta de ritmo, mas em pouco tempo reeditou as tabelinhas com Kleber, companheiro de equipe na primeira passagem do Mago pelo Palmeiras. Para tristeza da torcida – e de Felipão – a dupla só durou 15 minutos. O Gladiador deixou o campo sentindo dores na coxa e deu lugar a Ewerthon.

Em uma repetição da primeira etapa, o Guarani voltou a dominar as ações depois de um bom início palmeirense. Em dois lances seguidos, Mazola e Rodrigo Heffner quase marcaram para o time de Campinas. O primeiro girou em cima da zaga e bateu de pé direito, que não é o bom, para tranquila defesa de Marcos. Já o segundo avançou pela direita e chutou na rede, mas pelo lado de fora.

fabrício palmeiras mazola guaraniFabrício tenta tirar a bola de Mazola (Foto: Mario Ângelo / Agência Estado)

Mesmo com o sol já escondido, as duas equipes pareciam lentas em campo. Felipão tentou dar novo ânimo ao colocar o garoto Patrik no ataque. Vagner Mancini promoveu a estreia do grandalhão Rômulo, procurando explorar melhor as bolas aéreas. Muito bem marcado, Valdivia pouco produzia.

A situação do Verdão se complicou após uma falta de Marcos Assunção em Mazola, que causou a expulsão do volante. Foi o terceiro cartão vermelho dele no Brasileirão – antes, havia levado contra Grêmio e Botafogo. O Guarani foi para o ataque em busca do gol da vitória.

O Palmeiras só se arriscou nos contra-ataques. E aí, menos vigiado, Valdivia apareceu um pouco mais. Foi dele o passe que deixou Patrik na cara do gol. O atacante chutou cruzado, e Emerson salvou o Guarani, fazendo com que o zero não saísse do placar no Brinco de Ouro.

Guarani 0 x 0 Palmeiras
Marcos, Danilo, Maurício Ramos e Fabrício (Valdivia); Márcio Araújo, Edinho, Marcos Assunção, Tinga e Rivaldo; Luan (Patrik) e Kleber (Ewerthon) Emerson, Rodrigo Heffner, Rodrigão, Aílson e Márcio Careca; Renan (Preto), Paulo Roberto, Baiano e Mário Lúcio (Diogo); Mazola e Ricardo Xavier (Rômulo)
Técnico: Luiz Felipe Scolari Técnico: Vagner Mancini
Cartões amarelos: Rodrigo Heffner, Mazola (GUA); Marcos Assunção, Márcio Araújo, Luan, Patrik (PAL). Cartão vermelho: Marcos Assunção (PAL)
Estádio: Brinco de Ouro, em Campinas (SP). Data: 22/8/2010. Árbitro: Sálvio Spinola Fagundes Filho (Fifa/SP). Auxiliares: Márcio Luiz Augusto e Vicente Romano Neto (ambos de SP). Público: 19.809. Renda: R$ 474.273,00

Por ICFUT – Em noite dos volantes, Timão vence Tricolor no clássico e encosta no Flu

Com dois gols de Elias e um de Jucilei, Corinthians atropela o São Paulo, no Pacaembu, e volta a ficar perto da liderança do Campeonato Brasileiro

Fonte – Globoesporte.com

A torcida do Corinthians conta as horas para ver Ronaldo em ação novamente. Mas, neste domingo, os alvinegros não sentiram falta de seu grande ídolo na atualidade. Sob os olhares atentos de Mano Menezes, que esteve no Pacaembu, os volantes Elias (dois) e Jucilei tiveram uma noite inspirada e fizeram os gols da vitória por 3 a 0 no clássico contra o São Paulo, colocando o Timão a dois pontos do líder Fluminense. Agora, são dez jogos sem derrotas para o rival. Motivo de sobra para os gritos de “o freguês voltou!” e “olé” ecoarem pelas arquibancadas. (assista aos melhores momentos no vídeo ao lado).

O Timão subiu para 31 pontos, apenas dois a menos que os cariocas, que empataram com o Vasco, no Maracanã. Na próxima rodada, o Corinthians pega o Cruzeiro, quarta-feira, às 22h, em Uberlândia. Mais do que se manter na briga pelo quinto título nacional, o Corinthians curte a ótima fase em partidas diante do Tricolor. A última derrota no clássico majestoso aconteceu em 11 de fevereiro de 2007, quando foi batido por 3 a 1, pelo Paulistão. Neste período, foram seis vitórias alvinegras e quatro empates.

Já o São Paulo segue em turbulência desde a derrota na semifinal da Taça Libertadores. Além de mais uma atuação ruim, o time encosta perigosamente na zona do rebaixamento, aparecendo em 15º lugar, com 17 pontos, somente dois acima do grupo dos quatro que disputarão a Série B em 2011. Na quarta-feira, recebe o Vasco, às 22h, no Morumbi.

Timão encurrala o sonolento Tricolor

Sem um centroavante preso na área, o Corinthians apostou na velocidade de seus baixinhos para infernizar a defesa do São Paulo no início da partida. Com Jorge Henrique aberto pela direita, além de Elias e Bruno César encostando em Iarley, o Timão dominou os primeiros minutos e só não abriu o placar por uma ótima defesa de Rogério Ceni, aos sete minutos. Após confusão na área, William chutou e o goleiro espalmou no canto direito baixo.

Velocidade, aliás, foi o que faltou do outro lado. Com os gigantes Fernandão e Ricardo Oliveira, o São Paulo teve muita dificuldade para criar no campo de ataque. Marlos, única opção de armação, sofreu com a forte marcação feita por Ralf. O Tricolor quase marcou, aos 15, em falha do capitão William. Ele tentou driblar e perdeu a bola para Ricardo Oliveira. O atacante invadiu a área de frente para Julio Cesar, mas chutou para fora, perdendo grande chance.

O susto não impediu o Corinthians de continuar melhor. Jorge Henrique seguiu deitando e rolando nas costas de Junior Cesar pela esquerda. E foi por lá que o gol por muito pouco não saiu, aos 19, quando o atacante cruzou e Iarley desviou de cabeça por cima. Dois minutos mais tarde, a Fiel explodiu no Pacaembu. Elias avançou com rapidez pela intermediária, a marcação não encostou e ele soltou a bomba certeira, no canto esquerdo de Rogério.

jucilei corinthians gol são pauloJucilei comemora o terceiro gol do Corinthians no clássico do Pacaembu

A vantagem fez o Corinthians diminuir o ímpeto e passar a controlar o jogo. O São Paulo pouco fez para reagir. Marlos e Cléber Santana não foram nem de longe os armadores esperados pelo técnico Sérgio Baresi e mostraram certa displicência em alguns lances. A melhor oportunidade de empatar surgiu aos 25. Rogério Ceni cobrou falta com perigo por cima do travessão de Julio Cesar.

No fim, aos 44 minutos, o Corinthians ainda teve tempo para ampliar a vantagem. Cléber Santana errou um toque de bola para trás e armou o ataque alvinegro. Jorge Henrique foi à linha de fundo e cruzou rasteiro. Elias apareceu entre os zagueiros para desviar e fechar o primeiro tempo com 2 a 0 para o Timão.

Jucilei fecha a vitória corintiana

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Na volta do intervalo, Sérgio Baresi tentou mudar o comportamento do São Paulo com as entradas de Richarlyson e do garoto Marcelinho nas vagas de Rodrigo Souto e Marlos, respectivamente. Em vão. O Corinthians continuou melhor, dominando com tranquilidade e cada vez mais próximo de marcar o terceiro. Aos quatro minutos, Miranda quase fez contra ao desviar um cruzamento para trás.

A partir dos dez minutos, o São Paulo conseguiu a sair mais da defesa. Marcelinho apareceu bem na partida, com boa movimentação e criatividade. Foi dele, inclusive, um dos bom momentos da etapa complementar, aos 14, ao passar por um marcador na intermediária e chutar por cima da meta com perigo.

Aos 24, o Corinthians quase ampliou com um golaço. Jorge Henrique cruzou da direita e Bruno César pegou de voleio. Rogério Ceni voou e fez uma defesa maravilhosa. No lance seguinte, o terceiro gol alvinegro. Após a cobrança do escanteio, Jucilei subiu entre os defensores rivais e cabeceou no canto esquerdo.

O gol liquidou qualquer esperança de reação tricolor. Melhor para o Corinthians, que passou a tocar a bola e a gastar o tempo. Rogério Ceni ainda teve trabalho. Aos 41, Alessandro recebeu passe na marca do pênalti e bateu forte. O goleiro, com o braço esquerdo, operou um milagre e evitou um vexame maior.

CORINTHIANS 3 X 0 SÃO PAULO
Julio Cesar; Alessandro, Chicão, William e Roberto Carlos (Edu); Ralf, Elias (Paulinho), Jucilei e Bruno César; Jorge Henrique e Iarley (Souza). Rogério Ceni; Jean, Xandão, Miranda e Junior Cesar (Sérgio Mota); Casemiro, Rodrigo Souto (Richarlyson), Cléber Santana e Marlos (Marcelinho); Fernandão e Ricardo Oliveira.
Técnico: Adilson Batistia. Técnico: Sérgio Baresi.
Gols: Elias, aos 21 e aos 44 minutos do primeiro tempo; Jucilei, aos 25 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Jucilei (Corinthians); Miranda (São Paulo)
Estádio: Pacaembu, em São Paulo (SP). Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP). Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Daniel Luis Marques. Renda e Público: R$ 848.207,00 / 28.159 pagantes.,

Por ICFUT – Atlético-PR derruba Fla ‘sem ataque’ no caldeirão da Arena da Baixada

Time paranaense não joga bem, mas consegue vitória por 1 a 0 e sai do Z-4. Flamengo repete caos ofensivo e aguarda por Deivid e Diogo

Fonte Globoesporte.com

O caldeirão basta. O Atlético-PR não jogou bem, tão pouco empolgou os 23 mil presentes na tarde deste domingo. Mas tabu é tabu. E um gol de cabeça de Manoel garantiu a magra vitória por 1 a 0 e mostrou por que o Flamengo tem pânico das partidas na Arena da Baixada. Este foi o 11º duelo no estádio, com nove vitórias do mandante e dois empates.

O Furacão, que passou a noite no Z-4, respira. O time chegou aos 17 pontos e fica na 14ª posição, pelo menos até o fim dos jogos das 18h30m. O destaque da partida foi o ligeiro Maikon Leite. (assista aos melhores momentos no vídeo ao lado).

O time carioca, por sua vez, também confirmou sua fraqueza ofensiva e precisa mais do que nunca da estreia da dupla Deivid e Diogo para voltar a ter um ataque respeitável. Nos oito jogos pós-Copa, a equipe fez quatro gols, dois deles de pênalti. Diante de números tão ruins, a equipe manteve os 20 pontos, caiu para o décimo lugar e distanciou-se do G-4. E ainda pode perder posições com os jogos das 18h30m.

Apesar da derrota, em alguns momentos do primeiro tempo a torcida do Fla imaginou que o trauma da Arena chegaria ao fim. O time teve mais posse de bola, envolveu o adversário em alguns momentos, mas não passou disso. Rogério Lourenço começou com Val Baiano e Leandro Amaral e no intervalo decidiu trocá-los por Borja e Vinícius Pacheco. O que era razoável ficou péssimo, e o time carioca passou a ser martelado até sofrer o gol de cabeça, aos 37 minutos da etapa final.

Na próxima rodada, os curitibanos visitam o Grêmio Prudente, quarta-feira, no Prudentão. No dia seguinte, o Flamengo recebe o Atlético-MG no Maracanã.

pailo baier atlético-pr gol flamengoPaulo Baier comemora o gol da vitória sobre o Flamengo

Fla domina, mas não finaliza

A posição desconfortável na tabela não desanimou a torcida do Atlético-PR, que tomou as arquibancadas da Arena. A escalação com três atacantes (Marcelo, Maikon Leite e Bruno Mineiro) também evidenciou a necessidade de vitória.

O Flamengo fugiu das características predominantes da gestão Rogério Lourenço. Ao contrário dos outros jogos, o time abandonou a cautela defensiva e posicionou-se mais à frente, dominando o adversário desde o início. Mas a primeira chance foi dos anfitriões. Aos nove minutos, Bruno Mineiro ajeitou, Maikon Leite girou e bateu para fora, à direita da trave.

Sob o olhar de Sidnei Lobo, assistente do técnico da seleção brasileira Mano Menezes, Willians deu o primeiro chute do Flamengo aos 11. Mas errou por muito. Em contra-ataque rápido, aos 16, Petkovic lançou rasteiro para Val Baiano. Manoel chegou antes, mas por pouco não fez gol contra.

O Atlético chegou perto duas vezes. Primeiro, Olberdam cabeceou para fora, mas assustou Marcelo Lomba. Depois, aos 25, foi a vez de Maikon Leite chutar, a bola desviar em Jean e parar nas mãos do goleiro carioca.

Aos 27, Petkovic orquestrou um bom ataque. Driblou Rhodolfo, tabelou com Val Baiano, mas o passe final para o atacante foi muito à frente, e a zaga cortou. Depois de uma jogada perigosa de Leandro Amaral e Petkovic que, mais uma vez, esbarrou na zaga adversária, o Flamengo precisou do travessão para se salvar em chute de Paulo Baier, aos 39. O lance despertou o Furacão nos minutos finais do primeiro tempo. Aos 42, Maikon Leite cruzou rasteiro da direita e Paulo Baier, livre e sem goleiro, conseguiu perder.

Ataque novo dos cariocas dá força ao Furacão

No intervalo, Rogério Lourenço mudou a dupla de ataque. Saíram Val Baiano e Leandro Amaral, que não estavam mal no jogo, e entraram Borja e Vinícius Pacheco. A situação ficou pior, bem pior para os cariocas. Em um sopro de esperança, um zagueiro quase fez para o Flamengo. Aos três, Ronaldo Angelim cabeceou após cobrança de escanteio e Neto fez defesa espetacular.

O Atlético-PR reclamou de um pênalti de Correa em Maikon Leite, aos 13 minutos, mas Carlos Eugênio Simon mandou corretamente o lance seguir. No contra-ataque, Vinícius Pacheco chutou fraco e o goleiro do Furacão agasalhou. O mesmo Vinícius quase deu sorte aos 23. A bola desviou na zaga e Neto teve que agir para impedir o gol.

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Melhor jogador em campo, Maikon Leite driblou Jean e por pouco não acertou o ângulo esquerdo. O gol dos donos da casa demorou, mas saiu. Paulo Baier cobrou escanteio da direita, Manoel se antecipou à zaga, aos 37, e cabeceou para as redes (assista ao gol no vídeo ao lado).

O Flamengo lançou-se ao ataque e Vinícius Pacheco teve ótima chance de cabeça. Mas como o forte não é finalizar, a bola foi para fora. Dali em diante, o Atlético-PR perdeu algumas chances e administrou a vitória.

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ATLÉTICO-PR 1 x 0  FLAMENGO
Neto; Wagner Diniz, Manoel, Rhodolfo e Paulinho; Olberdam (Bruno Costa), Chico e Paulo Baier; Marcelo (Branquinho), Maikon Leite e Bruno Mineiro (Deivid). Marcelo Lomba; Léo Moura, Jean, Ronaldo Angelim e Juan; Correa, Willians, Renato e Petkovic (Kleberson); Leandro Amaral (Borja) e Val Baiano (Vinícius Pacheco)
Técnico: Paulo Cesar Carpegiani Técnico: Rogério Lourenço
Gol: Manoel, aos 37 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Bruno Mineiro, Paulo Baier (Atlético-PR). Borja e Willians (Flamengo)
Estádio: Arena da Baixada. Data: 22/8/2010. Árbitro: Carlos Eugênio Simon (Fifa-RS). Auxiliares: Altemir Hausmann (Fifa-RS) e Paulo Ricardo Conceição (RS). Público: 21.734 pagantes (23.010 presentes). Renda R$ 414.340,00

Por ICFUT – Após ‘fico’, Neymar desequilibra, e Santos vence o Galo na Vila

Camisa 11 santista marca e dá passe para gol, e Peixe faz 2 a 0 no Atlético-MG, que agoniza na zona de rebaixamento do Brasileiro

FONTE – GLOBOESPORTE.COM

Não chegou a ser uma de suas exibições mais brilhantes. Mas o menino que passará a valer € 45 milhões (R$ 101 milhões) a partir do dia 1º de dezembro, data em que começa a vigorar sua nova multa rescisória, resolveu a partida contra o Atlético-MG a favor do Santos. Com um gol e um passe para o tento de Danilo, Neymar ajudou a escrever os 2 a 0 para o Peixe, na tarde deste domingo, na Vila Belmiro, três dias depois de rejeitar uma proposta de € 30 milhões do Chelsea, da Inglaterra, e decretar o seu “fico” no clube, com um novo contrato de cinco anos.

O resultado alçou o Santos ao sexto posto do Campeonato Brasileiro, agora com 21 pontos – o Peixe ainda tem um jogo a menos que seus concorrentes – e fez Neymar sair de campo aplaudido, além de ter agravado a crise no Galo de Vanderlei Luxemburgo.

Sem vencer fora de casa desde o dia 21 de abril, quando bateu o Sport no Recife, o Atlético-MG agoniza na parte inferior da tabela. Tem 13 pontos, na 18ª posição.

O Santos volta a jogar na próxima quarta-feira, contra o Grêmio, no Olímpico. Já tenta acabar com a sina de insucessos fora de casa contra o Flamengo, no Maracanã, na quinta-feira.

Jogo morno

O reencontro de Vanderlei Luxemburgo com a torcida santista não foi dos mais amigáveis. Eliminado da Copa do Brasil pelo Peixe, o treinador foi bastante hostilizado na Vila Belmiro. Se o clima nas arquibancadas não era bom para Luxa, o mesmo não se pode dizer em relação ao elenco do Peixe. Treinador da equipe na temporada passada, ele recebeu abraços e beijos de Neymar, a quem chamou de “louco” por ter recusado a proposta do Chelsea, da Inglaterra, e Paulo Henrique Ganso, que foi parabenizado por ostentar a faixa de capitão. Keirrison, desafeto dos tempos de Palmeiras, passou batido pelo ex-comandante.

Após os cumprimentos, o que se viu foi um jogo morno, com raros momentos de emoção. Pelo lado santista, Neymar e Ganso tentavam se desvencilhar da marcação que não lhes dava sossego. Já no Atlético-MG, time que teve as melhores chances, Ricardinho e Diego Souza tentavam desequilibrar para os mineiros, apostando sempre na velocidade de Diego Tardelli. Mas foram escassas as boas jogadas na primeira etapa.

Aos 10 minutos, Ganso cruzou para Zezinho, surpresa no time titular de Dorival Júnior. O meia cabeceou forte, mas Aranha conseguiu evitar no primeiro lance e contou com o auxílio de Lima para afastar o perigo definitivamente – Marcel estava pronto para receber a bola.

A resposta mineira veio um minuto depois, com Tardelli obrigando Rafael a fazer boa defesa. Aos 25, o Galo voltou a assustar em boa jogada de Diego Souza. O camisa 1 rolou para Neto Berola, que tentou Tardelli, mas viu Pará encerrar a jogada.

O jogo morno se refletia nas arquibancadas. Foram raros os momentos em que a torcida santista se manifestou na Vila Belmiro, e quando gritou foi para reclamar de um cartão amarelo dado ao meia Paulo Henrique Ganso, xodó dos alvinegros.

O menino de € 45 milhões

Para melhorar a movimentação na frente santista, Dorival Júnior, enfim, colocou Keirrison em campo. O atacante, que já está há um mês se dedicando exclusivamente aos treinos no CT Rei Pelé, foi festejado pela torcida. E logo o Peixe encontrou o caminho do gol, mas pelos pés de seu menino de € 45 milhões (R$ 101 milhões) – valor da multa rescisória que passa a vigorar a partir de 1º de dezembro.

neymar santos gol atlético-mg
Neymar: um gol e uma assistência, na vitória do Peixe

Zezinho fez jogada pelo lado esquerdo do Peixe e, ao tentar cruzar, viu a bola bater no braço do zagueiro Werley. Héber Roberto Lopes assinalou pênalti, e logo Neymar se apresentou para bater. Sem inventar com a “cavadinha” ou outro tipo de cobrança diferente, o camisa 11 mandou um chute a meia altura e venceu Aranha para marcar seu quarto gol no Brasileiro e fazer 1 a 0 para os donos da casa.

Enquanto Neymar tentava animar a torcida com seus dribles, Tardelli assustava o sistema defensivo do Santos. Com velocidade, o atacante do Galo avançou pela direita e chutou cruzado. Rafael se esticou todo, e a bola passou rente à sua trave direita, para alívio dos alvinegros.

Percebendo que Diego Tardelli estava um pouco isolado na frente, Luxemburgo optou pela entrada de Obina no ataque e ainda fortaleceu o meio-campo com Mendez. Assim, o Atlético-MG passou a chegar com mais perigo ao gol santista. Em uma das jogadas, O arqueiro do Peixe livrou o time de levar um gol de bicicleta de Diego Souza, aos 26, e no lance seguinte evitou fez bela defesa na tentativa de cabeça de Lima.

E quando o Galo parecia mas perto de beliscar o empate na Vila Belmiro, o Santos ampliou o placar. Em um contra-ataque puxado em velocidade por Neymar, Danilo bateu cruzado depois de receber do camisa 11 e fez 2 a 0 para o Peixe, aos 33 minutos. O menino de € 45 milhões, mesmo sem se esforçar muito, brilhou.

SANTOS 2X0 ATLÉTICO-MG
Rafael, Pará, Bruno Aguiar, Durval e Léo; Arouca, Danilo, Zezinho (Roberto Brum) e Paulo Henrique Ganso; Neymar (Madson) e Marcel (Keirrison). Aranha; Diego Macedo, Werley (Rafael Cruz), Réver e Lima; Ricardinho, Serginho (Mendez), Rafael Tajaí e Diego Souza; Neto Berola (Obina) e Diego Tardelli
Técnico: Dorival Júnior. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
Gols: Neymar, aos 12 minutos, e Danilo, aos 33 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Serginho, Mendez, Diego Tardelli e Rafael Jataí (Atlético-MG). Danilo, Ganso e Durval (Santos).
Estádio: Vila Belmiro, Santos (SP). Data: 22/8/2010. Público: 10.220 pagantes. Renda: R$263.875,00. Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-PR). Auxiliares: Roberto Braatz (Fifa-PR) e Gilson Bento Coutinho (PR).