Por Cleber Aguiar – A fábrica de craques do Santos FC.

Fonte: O Estado de São Paulo

Segredos da fábrica de meninos

Santos tem integração do sub-11 ao sub-20 com supervisão dos mesmos profissionais em todas as categorias

Paulo Galdieri – O Estado de S.Paulo

Os próximos craques como Neymar, Ganso, Robinho e Diego já estão subindo. E seus sucessores, garotos ainda mais novos, sendo preparados antes mesmo de serem lançados no futebol. Mas o que tem feito da Vila Belmiro um dos maiores nascedouros de craques dos últimos anos no futebol brasileiro?

Com uma infraestrutura que é muito boa, mas, admitem os próprios responsáveis por utilizá-las, não chega a figurar entre as mais modernas do País, o Santos já tem pronta uma linha sucessória.

A diferença talvez esteja em como usar essa estrutura. A palavra que talvez melhor resuma o trabalho da base santista é integração. Desde o sub-11, primeira categoria do futebol de campo, até o sub-20 todos os jogadores são acompanhados pelo mesmo grupo de profissionais, mudando apenas os treinadores de cada categoria.

Os departamentos de fisioterapia, fisiologia e preparação física armazenam dados de cada um dos garotos. Quando algum deles chega ao time principal, tudo é repassado para os respectivos responsáveis de cada área no departamento profissional.

A promoção de categoria ocorre no fim de cada ano. São dois os tipos de avaliação feitos para decidir se um garoto tem condições de avançar ao novo patamar e trocar de categoria.

A primeira é a idade. Quando atinge o limite da categoria em que está e se sua avaliação mostra uma evolução de seu desempenho, o menino avança. Caso contrário, é dispensado.

O segundo tipo de promoção é por competência. Quando um garoto se destaca muita na categoria correspondente à sua idade sua promoção é imediata. Ele passa então a treinar com jogadores mais velhos, mas que lhe oferecem uma maior capacidade de evolução. “Aqui não se segura o garoto. Mostrou futebol, ele sobe”, conta Abel, auxiliar técnico do time de juniores.

Apesar de exigir uma evolução constante de seus atletas, os profissionais da base santista deixam as portas abertas a todos os que se julguem capazes de jogar com a camisa branca do Santos.

O sistema de aprovação de meninos não se limita apenas às tradicionais peneiras, embora elas continuem sendo realizadas. Em vez da observação aleatória, o sistema do Santos prevê a realização de clínicas de futebol de até uma semana de duração em cidades por todo o País. Assim os meninos podem ser observados por um tempo maior. Os melhores são convidados a ir para a Baixada Santista.

Há ainda outras portas de entradas: as escolinhas de futebol (são 32 franquias) mandam seus melhores alunos para testes mais detalhados no clube. Há ainda os famosos DVDs enviados por olheiros e as indicações de jogadores do próprio time. Entre os juvenis, há até um garoto apadrinhado por Neymar, indicado pelo pai do já famoso garoto.

E mesmo quem se dispuser a arriscar ser atendido pessoalmente na Vila pode conseguir um espaço para ao menos tentar. “Aqui a gente não dispensa ninguém. Afinal, não se sabe de onde vai surgir o talento”, diz Bebeto Stival, coordenador técnico das categorias de base. O paraense Paulo Henrique Ganso que o diga.

Narciso, hoje técnico, exalta profissionalização da base

Paulo Galdieri – O Estado de S.Paulo

O último estágio antes de um garoto ser promovido ao time principal é o time de juniores. E a última avaliação antes da sonhada promoção não poderia estar em mãos mais indicadas do que as de quem já passou por isso. Narciso, zagueiro e volante do Santos na década de 90, é o treinador do time sub-20. Com reuniões periódicas com o técnico do time principal, Narciso procura passar quais dos garotos sob seu comando já têm condições de subir.
“Aqui procuramos trabalhar não apenas com o atleta em campo, mas também como ele deve ser fora”, diz.

Narciso é também quem recebe os meninos que subiram e não foram aproveitados imediatamente na equipe principal. Paulo Henrique Ganso, hoje uma unanimidade na Vila e um dos pilares da renovação da seleção brasileira, passou pelo sobe-e-desce. Três vezes.

Para não perder um jogador desse nível, Narciso diz que é preciso ter cuidado, pois quem vai e volta ao sub-20 fica com a autoconfiança abalada. “Tem de ser feito um trabalho de recuperação desse atleta para que ele não desanime e possa voltar a render tudo o que pode.”

Agora quem passa por essa fase de reafirmação é Alan Patrik. Revelado na Copa São Paulo deste ano, o meia foi promovido, mas ainda não conseguiu repetir no time principal as atuações que tinha nos tempos em que era titular dos times nas categorias de base. Voltou a treinar com os juniores.

Narciso diz sentir muita diferença do que viveu em relação ao garotos que comanda. “Antes a gente só se profissionalizava com 20 anos. Agora eles já chegam aqui assim.”

Um pensamento sobre “Por Cleber Aguiar – A fábrica de craques do Santos FC.

  1. eu queria que voces podese fase uma avaliaçao com meu fiho pois ele muto bo de bola este ano ele fui be campiao eloe joga como zaqero ele e do sube 11 ele 01 12 99 por favo sen ten teresa a vocas entri encotato comigo por funi que 11 67886981 ou 69452743 o brigado e um ffelis 2011 pra voces fiquei com deus

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