ICFUT – A derrota da Argentina contada pelo brasileiro Divino Mariano.

ALEMANHA – 4X0 – ARGENTINA.

01.

Pois é, meus amigos… que lindo,

Enfim, o Maradona calou…

(O seu timinho não suportou

E acabou sendo eliminado);

Por tanta arrogância que mostrou,

Eu acho que até demorou,

Mas ele está desmoralizado!

02.

Com toda certeza, este babão,

Fez festas com a nossa saída;

(Mas, como tudo, na vida,

A sua hora também chegou)…

Daqui pra frente, tudo é lucro

Pois sem este timinho, xucro,

Até a minha alegria voltou!!!

03.

A mídia, de novo, quebrou a cara,

Pois a “oitava maravilha”  ruiu;

(O “gringo”, milongueiro, sumiu

E só nos resta comemorar)…

4×0!… que “chocolate”  gostoso!

Que espetáculo maravilhoso!!

Eles não têm mais o que falar!!!

04.

Mas não foi esta, a primeira vez

Que os jornalistas blefaram;

(Todos os times que elogiaram,

Já foram desclassificados)…

Itália, França, Argentina, Portugal,

Todos, (juntos) se deram mal,

Apesar de serem tão badalados!

05.

Voltemos, porém, ao grande jogo,

Em que a Argentina dançou:

(Nos 4 gols, que tomou,

Eles nem viram a cor da bola)…

Quanto ao Maradona, falastrão,

Que curta a sua frustração

Para nunca mais ser gabola!!!

ICFUT – Brasil e Holanda , nos versos e prosas de Divino Mariano.

Divino Mariano

BRASIL X HOLANDA

01.

Não foi, bem, como a gente queria

(Mas tudo tem, um dia, um fim);

E nossa seleção não é tão ruim,

Como dizem, agora, os corneteiros…

Mas ver nossa seleção derrotada,

Provoca uma tristeza danada,

Em todo o povo brasileiro!

02.

Não perdemos, porém, esta partida,

Pra nenhum de nossos adversários

(Mas, para um juizinho ordinário,

Que não sabia o que fazer)…

Talvez pudéssemos, até, ganhar,

Mas é muito difícil de jogar,

Quando o adversário só sabe bater!

03.

Foi um “festival de cartões amarelos”

(Mas somente para nossa seleção);

Ele trocou os pés pelas mãos,

Nunca sabendo o que apitava…

Mas tinha sido também assim,

(Contra a Costa do Marfim)

E a arbitragem nada marcava!

04.

Perdemos, naquele jogo, um craque,

(Que vinha jogando uma enormidade);

Mas este festival de nulidades,

Só funciona contra o Brasil…

Mas eu não estou desconversando

(E, muito menos, justificando)

Pois o mundo inteirinho assistiu!

05.

A nossa seleção joga maneira

(Sem violência, sem apelação);

Pois tem recursos de montão

E jamais  precisou de apelar…

Nossos adversários, entretanto,

Têm que jogar o mesmo tanto,

Para poderem nos equiparar!

06.

Mas quando não podem (e apelam),

Conseguem irritar nossos boleiros;

(Que insisto em repetir, maneiros,

São quase impossíveis de marcar)…

Mas se, por acaso, as arbitragens,

Nada marcam, por “bandidagens”,

Torna-se impossível de ganhar!

07.

Contra a Coréia, a enorme retranca,

Foi o fator que mais prevaleceu;

(Mas mesmo assim o Brasil venceu,

Pois teve paciência pra trabalhar)…

Contra a Costa do Marfim, todavia,

Que nada jogava, mas muito batia,

Eles conseguiram nos irritar!

08.

Contra o Portugal, ambos os times,

Tinham a classificação assegurada

(E o jogo mais parecia uma pelada,

Pois ninguém precisava ganhar)…

E quando esta partida terminou,

Teve muita gente que até vaiou,

Tão difícil foi de aturar!

09.

Já na partida contra o Chile,

(Que pensava poder nos peitar)

Eles pagaram caro por ousar

E teve o seu time eliminado…

Por isso, insisto no comentário:

Não temos um timinho ordinário,

Como, alguns jornalistas têm falado!

10.

Nossa mídia (em geral), infelizmente,

Está infestada de “iluminados”;

(Que devem sentir-se gratificados,

Com a nossa desclassificação)…

Esta gentinha, metida a besta,

Deve estar rindo, toda satisfeita,

Com a derrota da nossa seleção!

11.

Desde que saiu a convocação,

Que “eles” não param de “cornetar”;

(Mas vê-los, arrogantes, falar,

É algo mais que aborrecente)…

Desta vez, porém, o culpado,

É um “apitadorzinho” limitado,

Que meteu a mão na nossa gente!

12.

Contra a Argentina, podem escrever:

Eu sou um “ALEMÃO ASSUMIDO”;

(Pois vou vibrar ver, implodido,

O Maradona e seus milongueiros)…

Temos 5 mundiais conquistados

E “eles”, 2, contestados,

Discutidos pelo mundo inteiro!

13.

Na primeira conquista, compraram,

A delegação do Peru e seus boleiros;

E, no segundo, um “farinheiro”,

Fez gol de mão e ainda ironizou…

Assim, que não tentem esnobar,

Pois ainda demorarão pra conquistar,

O que nosso escrete já conquistou!

14.

E como bom brasileiro, que sou,

Tenho, portanto, esta sagrada missão:

Secar este grã-falastrão,

E sua equipe de milongueiros…

Pois eu o reputo por boçal,

Arrogante, analfabeto, anormal,

Intrigante, babão e “farinheiro” !!!!

Por Silvana – Pior time do mundo quer contratar Dunga ou Maradona.

Fonte: Futebolinterior.com.br

Pior time do Mundo “sonha” em contratar Dunga ou Maradona para técnico

Recife, PE, 05 (AFI) – Os técnicos Dunga (foto) e Maradona não conseguiram bons resultados com as seleções de Brasil e Argentina, respectivamente, na Copa do Mundo na África do Sul, mas mesmo assim continuam em “alta” no mercado. O Íbis, conhecido como o Pior Time do Mundo, mostrou interesse em suas contratações.

A notícia foi postada na página oficial do clube no twitter, que é coordenada pelo diretor de comunicação Israel Leal. Tudo não se passa de uma brincadeira, mas a intenção é aproveitar o apelido para ficar na mídia.

“Notícia Urgente: A diretoria do Íbis estuda a contratação de Dunga ou Maradona para a Copa de Pernambuco 2010”, dizia o post.

Mas Dunga e Maradona não são os primeiros a chamar a atenção dos dirigentes do clube pernambucano. Antes deles, os atacantes Luís Fabiano e Ronaldo Fenômeno, além do goleiro inglês Robert Green, haviam sido incluídos na brincadeira.

Por Rogerinho – Amante de Bruno seria atriz pornô

Fonte: Futebolinterior.com.br

Polêmica! Desaparecida, Eliza Samudio, ex-namorada, de Bruno seria atriz pornô

Eliza teria feito filmes pornos com nomes diferentes do seu

Campinas, SP, 04 (AFI) – Enquanto o desaparecimento da ex-namorada do goleiro Bruno não é resolvido pela polícia, o passado de Eliza Samudio continua causando polêmica. Na última semana, o blog SuperAnjinhas descobriu que a Eliza era atriz pornô.

Utilizando codinomes como Fernanda Farias, Victória Sanders e Rayca Oliveira, Eliza atuava em filmes da produtora nacional Brasileirinhas. A última filmagem que a ex-namorada do goleiro teria participado é a do filme “Até que enfim Anal”, estrelado por Márcia Imperator.

O reconhecimento da participação de Eliza no filme foi feito por meio de uma tatuagem que ela tem de um anjo na região da virilha. Neste filme, a mãe de um filho de Bruno atuou com o nome de Fernanda Faria.

Por A. Tiago – Simon foi dispensado da copa 2010.

Fonte: Futebolinterior.com.br

Fifa dispensa árbitro brasileiro e define quem apita as semifinais da Copa

Campinas, SP, 05 (AFI) – O sonho do árbitro brasileiro Carlos Eugênio Simon de apitar uma final de Copa do Mundo chegou ao fim, nesta segunda-feira. A Fifa anunciou os árbitros das semifinais e dispensou o gaúcho, que não conseguirá atingir o recorde de juiz com maior número de partidas em mundiais.

O duelo entre Uruguai e Holanda, que acontece nesta terça-feira, às 15h30, será arbitrado por Ravshan Irmatov, do Uzbequistão. Enquanto isso, o tão aguardado confronto entre Alemanha e Espanha ficará a cargo do húngaro Viktor Kassai.

Além disso, a entidade máxima do futebol divulgou uma lista com os dez árbitros que prosseguem no Mundial. Além dos dois escaldados na semi, continuam Yuichi Nishimura (Japão), Jerome Damon (África do Sul), Benito Archundia (México), Marco Antonio Rodriguez (México), Pablo Pozo (Chile), Oscar Ruiz (Colômbia), Frank de Bleeckere (Bélgica) e Howard Webb (Inglaterra).

A esperança de Simon era a de quebrar ou, pelo menos igualar, o recorde do francês Joel Quinou, que chegou a apitar em oito partidas de copas do mundo. O brasileiro vai se aposentar com sete jogos no currículo, pelas copas de 2002, 2006 e 2010, e sem nunca ter participado de uma decisão.

Por José Reis -Flamengo vai em Busca de Ronaldinho Gaúcho.

Fonte: Futebolinterior.com.br

Agora vai? Flamengo volta as suas atenções para contratar Ronaldinho Gaúcho

Uma empresa de telefonia móvel ajudaria o time rubronegro a bancar os salários do jogador

Rio de Janeiro, RJ, 05 (AFI) – O sonho é antigo, mas a diretoria do Flamengo está confiante que dessa vez tudo pode dar certo e por isso voltou as atenções para contratar o meia Ronaldinho Gaúcho (foto), que está no Rio de Janeiro passando férias e não sabe se vai permanecer no Milan-ITA.

Uma empresa de telefonia móvel ajudaria o time rubronegro a bancar os salários do jogador e o valor gasto por um ano de contrato seria de aproximadamente R$ 10 milhões. Porém, existe também a possibilidade dele ficar na Gávea por apenas seis meses.

Ronaldinho Gaúcho também sempre mostrou vontade em defender o Flamengo e morar no Rio de Janeiro. Na semana passada, três reuniões já haviam sido realizadas para tratar do assunto e em uma deles o meia esteve presente.

Em baixa no clube italiano, tanto que nem foi convocado para fazer parte da delegação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, o jogador tem mais um ano de contrato, mas está com seu futuro indefinido. Os dirigentes querem o sueco Ibrahimovich e por isso poderiam rescindir com Gattuso e Gaúcho.

No início do ano passado, o Flamengo já havia mostrado interesse em contar com o astro, mas os projetos acabaram não indo para frente. Porém, o Olimpiakos-GRE e o Los Angeles Galaxy-EUA também estão de olho em seu futebol.

Por Cleber Aguiar – Ferroviária 0x3 Santos – Amistoso

Por Cleber aguiar Santista do ICFUT – Caros amigos Santista , OPA !!! Matei a saudade do Santos ontem , em um amistoso até que movimentado , na Arena Fonte Luminosa em Araraquara o Santos jogou muito bem !

Também deu para ver algumas caras novas como Renan Mota e o zagueiro Vinicius esse cara tem futuro muito bom nas bola aéreas e não perde viagem por baixo .

Sobre os gols , um mais bonito que o outro, Neymar na base da cavadinha no penalti , a jogada no gol de Alan  Patrick foi ótima e o golaço de falta de Breitner foi o máximo.

O negativo do jogo é que o Goleiro Felipe entrou na partida ou seja ainda não foi vendido que pena para nós alvinegros.

Não vou dar notas para os jogadores pois houve muitas mudanças porém gostei do jogo nota 7 no geral , outra coisa o jogador Abuda da Ferroviária lateral direito é muito bom podia descer a baixada santista.

Um abraço para toda nação santista!

Vai pra cima deles Santos !!!

ICFUT – ‘Um bicho que não dá para prever é a zebra’

Fonte: O Estado de São Paulo

‘Um bicho que não dá para prever é a zebra’

Francisco Louzada-Neto – O Estado de S.Paulo

Pesquisadores do Centro de Estudos do Risco do Departamento de Estatística (DEs) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveram um modelo estatístico para a previsão dos jogos da Copa do Mundo que, na primeira fase, acertou 52% dos resultados e, na segunda, 75% até agora.

O modelo (disponível em copa2010.ufscar.br) é atualizado a cada rodada, levando em conta o rendimento das equipes nas partidas anteriores, o ranking da Fifa e opiniões de jornalistas esportivos. Ainda assim, não há como prever as peripécias de Felipe Melo, os surtos de cegueira dos árbitros ou os apagões criativos de certas equipes, avisa o coordenador Francisco Louzada-Neto. Ele conversou com o Estado sobre a ciência de tentar prever o futebol.

Futebol também é ciência? No sentido de que os acontecimentos dentro de campo obedecem a determinados padrões e seus resultados podem, portanto, ser previstos matematicamente?

O futebol tem sido uma área de aplicação de várias ciências como Fisiologia, Educação Física, Fisioterapia, Medicina Esportiva e mais recentemente, Matemática e Estatística. Então, sim, futebol também é ciência. O importante é utilizar os resultados probabilísticos antes da ocorrência de um determinado fenômeno. Não é por que sabemos que uma seleção tem uma chance muito maior de vencer que devemos nos descuidar. Devemos utilizar a estatística em uma concepção de gestão de risco. Algo que, com certeza, a seleção brasileira não fez.

O modelo que o senhor desenvolveu é atualizado a cada rodada, levando em conta o rendimento das equipes nas partidas anteriores. Se as previsões fossem feitas antes do início da Copa e mantidas inalteradas até o final, qual seria o índice de acerto? Muito mais baixo, imagino?

Sempre existe, em torno das previsões, uma nuvem de variação. Entretanto, das sete seleções que foram previstas nas sete primeiras posições antes do início do torneio, em termo se chances de conquistar o título, cinco chegaram às quartas de final. Ou seja, um acerto aproximado de 72%. Estas cinco seleções ? Argentina, Alemanha, Brasil, Espanha e Holanda ? juntas, antes do início da Copa, tinham 57% de chance de se sagrarem campeãs.

A eliminação de Itália e França poderia ser prevista antes do início da Copa, com base apenas em estatísticas? E a derrota da Alemanha para a Sérvia, por 1 a 0, depois de ter ganho por 4 a 0 da Austrália no jogo de estreia?

Para o grupo da França, nosso modelo já previa que México e Uruguai tinham as maiores chances de classificação. Já a desclassificação da Itália foi, realmente, inesperada. Quanto à derrota da Alemanha para a Sérvia, um bicho que o modelo não consegue prever é a zebra!

Até que ponto o senhor diria que o futebol é um esporte previsível ou imprevisível, comparado a outros esportes?

Acho que a variabilidade nos dados esportivos é muito grande, mesmo, e isso faz do esporte uma paixão. Todos os esportes estão sujeitos à imprevisibilidade, devido a vários fatores que não conseguimos controlar. Dentre eles: condição de saúde do jogador, o entrosamento do time, erros de arbitragem e assim por diante. No entanto, na minha opinião, resultados inesperados são mais frequentes no futebol do que em outros esportes, tais como o vôlei, o basquete e até o futsal. Nosso modelo desafia essa imprevisibilidade modificando as chances de vitória, empate ou derrota para valores diferentes da equiprobabilidade (1/3 para cada resultado), aumentando ou diminuindo as chances de uma seleção em detrimento de outra.

A adoção de tecnologias para evitar erros de arbitragem tornaria o esporte mais previsível?

Tudo evolui, então por que não incluir tecnologia no futebol? Mais um fator que poderia passar da situação de incontrolável para controlável.

O que o modelo prevê para a final da Copa?

Concluídas as partidas das quartas de final, realizamos 10 mil simulações de torneios e concluímos que as chances para as quatro finais possíveis são: Alemanha x Holanda (43%), Uruguai x Alemanha (23%), Holanda x Espanha (23%) e Uruguai x Espanha (11%).

Qual era a previsão para Brasil e Holanda antes do jogo?

A chance de vitória do Brasil era de 51,5%, contra 24% de empate e 24,5% de derrota. Apesar de toda a ciência, porém, não incluímos no modelo os fatores “trombada de goleiro com volante” e “pisão na coxa”, que foram decisivos para o placar final do jogo. / H.E.

ICFUT – Futebol nem a ciência explica!

Fonte: O Estado de São Paulo

Nem a ciência explica

Futebol, imprevisível e apaixonante Mundial comprova que, num jogo de 90 minutos, a diferença entre uma vitória, uma derrota e um empate pode se resumir a um único lance de 30 segundos

Herton Escobar – O Estado de S.Paulo

Brasil, primeiro colocado nas Eliminatórias Sul-Americanas e um dos favoritos para vencer a Copa do Mundo pela sexta vez, eliminado nas quartas de final. Com direito a falhas gritantes no setor mais confiável de sua equipe: a defesa. Logo ela, quem diria?

Uruguai, último classificado nas Eliminatórias Sul-Americanas, segue em frente, firme e forte, após um jogo épico contra Gana. Com direito a mão na bola e pênalti perdido nos últimos segundos da prorrogação.

Inacreditável.

Entre os europeus, Itália e França, campeã e vice-campeã em 2006, eliminadas vergonhosamente na primeira fase de 2010? no último lugar de seus respectivos grupos, diga-se de passagem. Quem poderia prever?

Muitos boleiros de plantão certamente dirão “Eu já sabia!”, ou coisa parecida. Talvez. Ainda assim, resultados surpreendentes como estes deixam claro uma das características mais deliciosas do futebol: a sua imprevisibilidade. O ditado popular de que “o futebol é uma caixinha de surpresas” não é apenas um jargão aleatório. É uma verdade científica.

O jogo entre Itália e Eslováquia, que selou a eliminação da seleção Azzurra ainda na primeira fase, é talvez o exemplo mais perfeito disso. Surpreendente e imprevisível até o último minuto! Não só pelo fato de os atuais campeões do mundo terem sido eliminados por uma equipe de currículo muito inferior ao deles, mas por tudo que se passou dentro de campo durante a partida.

A Itália só precisava de um empate. Até os 28 minutos do segundo tempo, estava 1 a 0 para a Eslováquia. A Itália ia mal, mas bastava um golzinho e pronto, a Azzurra estaria garantida nas oitavas. Até que, aos 28 minutos, Vittek aproveita um cruzamento rasteiro e cutuca a bola para o fundo do gol italiano: 2 a 0 Eslováquia. O jogo parecia perdido. A Itália parecia vencida. O capitão Cannavaro já fazia aquela cara de “Como é que eu vou aparecer na Itália agora?”.

Mas calma lá. Isso é futebol, e o jogo só termina quando o juiz apita. A entrada de Andrea Pirlo dá mais agilidade ao time italiano e a Azzurra desconta aos 35 minutos, com Di Natale: Itália 1, Eslováquia 2. Faltam ainda 10 minutos de jogo ? mais os acréscimos ? e a Itália, novamente, só precisa de um gol para se classificar. Tudo pode acontecer.

Pouco depois, o atacante Quagliarella recebe um cruzamento na cara do gol e marca. Empate! Itália classificada! Não, ele estava impedido ? por meio corpo. Estivesse Quagliarella alguns centímetros mais atrás, o gol teria valido e a Itália talvez estivesse ainda lutando pelo título, em vez de assistindo à Alemanha dar show pela televisão.

E o jogo ainda nem acabou. Aos 44 do segundo tempo, Kopunek marca o terceiro para a Eslováquia. Detalhe: ele acabara de entrar em campo; foi seu primeiro toque na bola. Quem poderia prever?

Tudo acabado agora? Não. O juiz dá 5 minutos de acréscimo. Aos 47, Quagliarella marca um golaço para a Itália, encobrindo o goleiro com um chute de fora da área. Faltavam 3 minutos de jogo. Até daria para empatar. Mas não deu. Itália eliminada. França também.

Alguém poderia até prever essa derrota para a Eslováquia. Mas eliminação na primeira fase, em último lugar? Difícil.

A história do futebol está repleta de resultados inusitados como esse. Todos os esportes têm suas zebras, claro, mas no futebol elas parecem ser especialmente frequentes e espetaculares. Por alguns motivos. O primeiro deles é que, apesar de cada time ter 11 jogadores, de o campo ser enorme, de o gol também ser enorme (18 m²) e as partidas durarem 90 minutos, é incrivelmente difícil fazer a bola passar entre as traves. Os placares são tipicamente pequenos e apertados. A média de gols na Copa até agora mal passa de 2 por partida. No Brasileirão de 2009, foi de 2,8. Ou seja, há pouco espaço para erros.

Num jogo de 90 minutos, a diferença entre uma vitória, uma derrota e um empate pode se resumir a um único lance de 30 segundos. Uma falta, um pênalti, uma bola mal recuada, um impedimento não marcado, um pezinho à frente da linha dos zagueiros, uma Jabulani que muda de direção no último instante e engana o goleiro num chute bobo. Coisas do futebol, o único esporte em que se permite dizer: “jogou melhor, mas não ganhou”.

Em outras modalidades esportivas, o time com o melhor elenco e as melhores estatísticas quase sempre é o vencedor. A imprevisibilidade fica mais restrita às partidas entre equipes equilibradas, como no caso da última final da NBA entre o Los Angeles Lakers e o Boston Celtics. Era difícil prever quem ganharia porque ambos eram muito bons. Coloque qualquer um deles em quadra contra um Minnesota Timberwolves da vida, porém, e as chances de uma zebra são quase nulas. Mesmo se Kobe Bryant e companhia derem uma bobeada no meio da partida, há muitas chances de se reverter uma situação. Muitas cestas, muitas substituições, muitos intervalos para repensar o jogo e montar uma nova estratégia com o técnico.

Outros esportes tendem a ser mais matemáticos do que o futebol e, portanto, mais previsíveis. No basquete, no vôlei, no futebol americano, quase todas as jogadas são ensaiadas. E há muita repetição. Num jogo de vôlei, por exemplo, a quantidade de coisas que um jogador pode fazer com a bola é relativamente limitada: ou ele recebe, ou levanta ou ataca.

No futebol, há mais liberdade, tanto do ponto de vista físico (campo de jogo) quanto criativo (opções de jogadas). Consequentemente, seus resultados são menos previsíveis. Quando o Kaká recebe uma bola no meio-campo, as opções de o que fazer com ela são praticamente infinitas, e mudam constantemente, segundo a segundo, a cada passo que ele dá para frente, para trás ou para os lados. E a cada passo de seus companheiros em campo também.

As regras e os árbitros da Fifa, por fim, dão uma pitada ainda maior de imprevisibilidade ? e sofrimento ? ao jogo. No futebol americano, por exemplo, há vários árbitros em campo e cada jogada “suspeita” é revisada em vídeo. Se o juiz percebe que errou, pode reverter sua decisão sem problemas. Seria mais justo assim no futebol? Sem dúvida. Mas talvez, também, menos emocionante.

Se o gol da Inglaterra contra a Alemanha tivesse sido validado, a história do jogo teria sido completamente diferente. É provável que a Alemanha tivesse ganhado mesmo assim, pois mostrou um futebol mais eficiente. Mas vai saber? Quem poderia prever que o juiz Jorge Larrionda não enxergaria a bola quicando mais de 30 cm dentro do gol? Ninguém.

Coisas do futebol.

É JORNALISTA DE CIÊNCIA DO ESTADO

ICFUT – Fracasso de três craques.

Fonte: O Estado de São Paulo

Fracasso de três craques

Eleitos melhores do mundo pela Fifa nos últimos anos, Messi, Kaká e Cristiano Ronaldo se apagam na África do Sul

Almir Leite, enviado especial a Jonhannesburgo – O Estado de S.Paulo

Melhores jogadores do mundo em 2007, 2008 e 2009, Kaká, Cristiano Ronaldo e Messi fracassaram na Copa do Mundo de 2010. Os três jogadores não conseguiram jogar o futebol que deles se esperava em gramados sul-africanos e não evitaram que suas seleções ficassem no meio do caminho. O argentino foi quem se saiu melhor, com boas apresentações e alguns lances de craque. O brasileiro teve lampejos e o português, nem isso.

Kaká chegou para a terceira Copa de sua carreira com problemas físicos. A contusão no púbis, que jogador e médicos garantem estar plenamente curada, o impediu de estar na melhor condição física. Submeteu-se a tratamento intensivo durante boa parte do tempo, pôde entrar em campo, mas não rendeu bem.

Nos quatro jogos de que participou, o meia tentou jogadas e buscou tabelas. Suas arrancadas características, porém, foram raras e infrutíferas. Na Copa, mostrou um lado pouco conhecido: a de atleta irritado diante da forte marcação, embora a expulsão contra a Costa do Marfim, que o deixou de fora do confronto com Portugal, tenha sido injusta.

Kaká saiu do Mundial sem fazer gol (como titular da seleção em Copas marcou apenas uma vez em nove jogos, justamente na estreia de 2006, no 1 a 0 contra a Croácia em gramados alemães). Pouco para quem está entre os melhores da atualidade.

O meia, no entanto, não se diz decepcionado. “Fiz aquilo que podia, lutei da forma que podia”, disse na sexta-feira, após a eliminação do Brasil diante da Holanda. Deixou claro com a declaração que não podia muito, por sua condição física. Kaká deixou em aberto qual será seu futuro na seleção brasileira.

Messi estava no limite em termos físicos. Mesmo assim, fez grandes partidas. De seus pés saíram ótimas jogadas, algumas das mais bonitas deste Mundial, e passes para alguns gols da Argentina. Encheu os olhos nas primeiras partidas e muitos previam que viria a ser eleito o melhor jogador da Copa – passo decisivo para ser considerado o melhor da temporada no final do ano. Até que veio o jogo de anteontem contra a Alemanha.

Como toda seleção argentina, Messi correu, lutou, brigou. Bem marcado, pouco fez. E vai continuar a conviver com uma crítica que parecia estar afastando nessa Copa: a de que não rende na seleção argentina o mesmo do Barcelona. Sem contar que há quem considere que ele “pipoca” em momentos decisivos.

Como Kaká, o meia-atacante sai da Copa sem gol. Não foi por falta de tentativas. Messi foi um dos jogadores que mais concluíram contra o gol adversário até agora. Parou nos goleiros, traves e nas bolas que passaram raspando. “Uma hora o gol sai”, dizia. Não saiu. Depois da goleada de 4 a 0 contra a Alemanha, Messi preferiu o silêncio.

Cristiano Ronaldo fez um golzinho, o último nos 7 a 0 de Portugal sobre a pobre Coreia do Norte, encerrando longo jejum em jogos pela seleção.

No mais, mostrou-se um jogador nulo. Prometeu “explodir” no Mundial, mas foi mais visto se observando nos telões do que efetivamente jogando.

As quatro partidas que disputou foram marcadas por muita firula, irritação constante com árbitros, adversários e companheiros e falta de objetividade. Em momento algum assumiu a responsabilidade, como jogador de renome e capitão, de liderar Portugal em campo. Contra a Espanha, assistiu candidamente a sua equipe ser eliminada.

Ronaldo parecia mais preocupado com o próprio umbigo do que em ajudar sua seleção – justamente o oposto do que prometera antes de a bola rolar. O português foi uma completa decepção, provavelmente a maior entre os craques que estão, ou estiveram, na África do Sul. “Estou desolado, completamente frustrado e com uma tristeza inimaginável”, disse no dia da eliminação. Foi uma frase pensada, proferida algum tempo depois de ter dito que era o técnico Carlos Queiroz quem deveria dar explicação para o fracasso português.

Cannavaro. Outro que decepcionou foi o zagueiro Fabio Cannavaro, eleito o melhor jogador do mundo em 2006 justamente por sua importância na conquista do título pela Itália. Cannavaro era considerado o esteio da Azzurra na África do Sul, menos por seu futebol (que nem de longe se pode comparar ao jogado por Kaká, Messi e Cristiano Ronaldo) e mais por sua liderança e experiência.

Em campo, porém, nada se viu. Cannavaro foi mais um dentro da mediocridade geral italiana e voltou para casa após três partidas apenas.