Links – Para Brasil X Chile Copa 2010

Por Silvana – Beausejour supera trauma e comanda seleção chilena

Após quase perder o pai em terremoto, atacante vira esperança do Chile

Fonte: Lancenet

O recente histórico de partidas entre Brasil e Chile provoca uma desconfiança quase geral: a seleção treinada por Marcelo Bielsa vai tremer nas oitavas de final da Copa. Tremer? Jean Beausejour, um dos melhores jogadores do Chile na competição, tem motivos de sobra para não querer nem ouvir essa palavra.

Em janeiro, Coty Beausejour, pai do atacante, foi dado como desaparecido durante seis dias em razão do terremoto que atingiu o Haiti e matou mais de 200 mil pessoas.

Coty é nascido no país e trabalhava para a Organização das Nações Unidas (ONU) no local, o mais pobre das Américas. Sem comunicação, não conseguiu avisar a família que não estava entre os 46 funcionários do órgão falecidos após a tragédia do dia 12. Quase uma semana de total agonia para o atleta.

Jean Beausejour desfalcou o América (MEX) em jogo decisivo diante do Monterrey, que valeu vaga na Libertadores, e ganhou liberação para viajar a Porto Príncipe, capital haitiana, mas o acesso era dificultado em razão do caos no país. O alívio chegou por um telefonema. Coty finalmente havia conseguido um meio de avisar à família que estava vivo, sem ferimentos.

O esperado abraço se deu no Chile, onde um mês depois, a terra voltaria a tremer. O abalo de 8,8 graus na Escala Richter matou quase 800 pessoas e afetou dois milhões de chilenos. Beausejour não perdeu entes queridos, mas a bandeira encontrada nos escombros tremula em frente à concentração, em Nelspruit. É a motivação para a equipe avançar.

– Passo por ela depois de cada treino, simboliza um pouco do sofrimento do nosso país durante um certo tempo, com os terremotos, tsunâmis e mortes – revelou o zagueiro Ponce, que, suspenso, desfalca a seleção.

No dia 16 de junho, Beausejour pôs fim a um jejum de 48 anos sem vitórias do Chile em Copas ao fazer o gol da vitória por 1 a 0 sobre Honduras. Nesta segunda-feira, pode ajudar a eliminar o favorito Brasil. Certamente, feito que faria o país tremer. De alegria!

Bate-Bola: Beausejour, atacante do Chile

O que você espera do jogo contra a Seleção Brasileira, que tem sido carrasca do Chile?

Acredito que será uma partida muito aberta, em que as duas equipes terão a proposta de sempre atacar. O Brasil, obviamente, por sua História e camisa, tem de tomar ainda mais a iniciativa, mas nós também. Nos últimos jogos, temos nos portado assim dentro de campo e vamos continuar desse jeito.

Então você não acha que o Chile deve mudar a postura e recuar para enfrentar o Brasil?

Nossa proposta não vai mudar nem um milímetro, independentemente do adversário que enfrentarmos. Atacar sempre será nossa filosofia, sempre fomos à frente. Às vezes o rival não permite, pela qualidade técnica que tem. Foi o caso do último jogo com a Espanha, uma das melhores equipes do mundo, se não a melhor.

Vocês tiveram pouca posse de bola nesse jogo contra a Espanha. Como mudar isso?

Sinto que será totalmente diferente desta vez. Isso aconteceu porque perdemos um homem e, contra o Brasil, creio em um árbitro com mais critério. Tenho certeza de que será um encontro em condições iguais, poderemos apresentar melhor nosso jogo. É um jogo acessível para todos, independentemente do favoritismo, precisamos de alma para reverter o cenário.

Por Cleber Aguiar – Santos define amistosos.

Fonte: Lancenet.com.br

Santos define amistosos na preparação

Ferroviária e São Bernardo serão os adversários do Peixe

LANCEPRESS!

Depois de uma semana de trabalhos, o Santos, enfim, definiu dois amistosos antes da reestreia no Campeonato Brasileiro – próximo dia 15, contra o Palmeiras.

Ferroviária, neste domingo às 16h, em Araraquara, e no dia 10 contra o São Bernardo, em São Bernardo do Campo, serão os adversários.

Para o primeiro confronto, será disponibilizada uma carga de 23 mil ingressos, com valores de R$ 30 (R$ 15, meia-entrada) para arquibancada e R$ 50 área vip (sem meia-entrada).

Recentemente, foi especulado que o Peixe até poderia disputar um torneio em Florianópolis com Vasco, Avaí e Grêmio. A ideia, porém, não evoluiu.

Ferroviária e o São Bernardo conseguiram, recentemente, acessos para a Série A-2 e A-1 do Paulistão, respectivamente. Ambas as equipes se preparam para a disputa da Copa Paulista de Futebol.

ICFUT – Veja o Caso Bruno do Flamengo.

Fonte: O Estado de São Paulo

Goleiro Bruno do Flamengo é suspeito de crime em Minas

EDUARDO KATTAH – O Estado de S.Paulo

A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou inquérito para apurar o desaparecimento de Eliza Samudio, de 25 anos, mãe de um menino de quatro meses que seria filho do goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes. Conforme investigações preliminares da Delegacia de Homicídios de Contagem, a estudante estaria desaparecida há cerca de três semanas. A delegada Alessandra Wilke não descarta a hipótese de assassinato. Segundo ela, o goleiro será intimado a prestar depoimento nesta semana.

No fim da noite de sexta-feira, a mulher de Bruno, Dayane Souza, foi presa em flagrante sob a acusação de subtração de incapaz. O filho de Eliza estaria sob seus cuidados. Dayane já foi liberada. O suposto filho de Bruno só foi localizado na madrugada de ontem em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte. A delegada disse que “um conhecido (de Bruno) ficou encarregado de esconder essa criança”. Segundo a delegada, tanto a Bruno quanto a sua mulher negavam saber do paradeiro do bebê. Eliza já havia prestado queixa contra Bruno por agressão”.

Veja alguns videos !!!

Por A. Tiago – Furacão bate Corinthians e conquista título.

Fonte: Gazeta do Povo – PR

Furacão bate Corinthians e conquista Taça Cidade de Londrina

Lateral-esquerdo Jean marcou o único gol da partida deste domingo (27), no Estádio do Café

Com um gol do lateral-esquerdo Jean, aos 27 minutos do segundo tempo, os reservas do Atlético bateram o mistão do Corinthians neste domingo (27) e ficaram com o título Taça Cidade de Londrina. Iraty, que ficou com a terceira colocação, e São Caetano foram as duas outras equipes que participaram do quadrangular que começou na última sexta-feira (25), na cidade do Norte paranaense.

Reserva de Márcio Azevedo no time do técnico Paulo César Carpegiani, Jean fez o único gol do jogo após jogada do recém-contratado Tiago, que havia passado pelo goleiro Júlio César, mas ficou sem ângulo para finalizar.

O triunfo contra o campeão paulista foi comemorado pelo treinador rubro-negro, que ressaltou a importância do torneio para voltar bem no Campeonato Brasileiro. O Atlético enfrenta o Cruzeiro, em casa, no dia 14 de julho, três dias após o fim da Copa do Mundo.

“Tivemos dois dias de preparação física, dois treinos táticos. É uma equipe bem postada, com personalidade”, declarou o comandante atleticano.

  • São Caetano perde para Iraty e fica em quarto em Londrina

Por Cleber Aguiar – Um brasileiro que já assistiu 12 Copas do Mundo.

Fonte: O Estado de São Paulo

Um brasileiro que já assistiu, in loco, a 3 títulos e 8 fracassos

A Copa da África do Sul é a 12ª do advogado René Granado. À beira dos 70 anos, ele já sonha com a 13ª

Christian Carvalho Cruz – O Estado de S.Paulo

“Sou René Granado, de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro (faço questão) e tenho uma dúzia de Copas do Mundo nas costas. Pra valer, não é só maneira de falar. Se você olhar bem, é capaz de me achar na torcida, eu com a camisa da seleção, meu nome e o número 12 atrás, circundado pelos anos dos Mundiais em que estive de corpo presente: meia-dois, meia-meia, 70, 74, 78, 82, 86, 90, 94, 98, 2006 e agora, 2010. Não é uma, não são cinco, não são dez. São “douze” Copas, tá me entendendo? O penta na Ásia eu perdi, fazer o quê? Estava muito caro. Sou apenas um torcedor, meu querido. Nunca ganhei um ingresso. Sempre paguei do meu bolso.

Então você faça as contas. Estou pra completar 70. Se o Chile foi meu primeiro Mundial, lá se vão 48 primaveras seguindo esse time. Sempre foi uma alegria, mesmo nas derrotas mais tristes. Pra mim é o clima que vale, compreende? A festa, a chance de ficar perto… Eu levo os instrumentos todinhos e fazemos aquela algazarra, eu e meus amigos de Nova Iguaçu, onde eu e minha senhora vivemos – faça o favor de frisar isso, eu faço questão -, onde sou advogado tributarista e onde, nos áureos tempos, andei marcando meus golzinhos pela Associação Atlética Volante. Rapaz, eu era um ponta-de-lança até que direitinho, viu… Usava a 10, como o Zico. Sou Flamengo, tá certo?

Como ia te dizendo. Esta Copa da África vou contar uma coisa. Chatinha, não é? Depois de Brasil x Costa do Marfim, corri direto praquela Nelson Mandela Square, sabe qual é?, achando que teria um samba e qualquer coisa… Nada, só dois brasileiros jantando. O nível dos jogos anda muito baixo. Lembra a de 94, com a diferença que lá nos Estados Unidos tínhamos batuque até altas horas e o melhor jogador da galáxia dentro da área, que se chama Romário de Souza Faria. Igual a ele não teve, não tem e nunca vai ter, podem espernear os Luíses Fabianos da vida. Waiter, a coffe for my friend here, please.

Tem uns 20 dias que estou em Johannesburgo e não fui a um treino da seleção. Nem vou. Dar com a cara na porta? O Dunga fechou tudo, não foi? E ainda por cima aqui é meio difícil de a gente se locomover. Minha senhora fica preocupadíssima lá no Brasil, achando que é só botar o nariz fora do hotel pra vagabundo vir te ganhar. Não é tão ruim assim, meu bem, digo a ela. Mas dessa vez estou indo só aos jogos mesmo. O que me deixa triste, cê tá entendendo? Torcedor gosta de ver treino, saber como está o time, quem tá rendendo, quem não tá, dar apoio, essas coisas.

Mas, meu querido, você perguntou como foi a minha primeira Copa. Vou te contar. Fomos de Kombi de Nova Iguaçu a Viña del Mar, eu e cinco amigos. Me lembro como se fosse hoje: todos os dias estávamos no treino da seleção, em Quilpué. Tenho foto com Zagallo, com Didi. O Aymoré Moreira, que era o técnico, vinha na beirada do campo conversar. Na antevéspera da final, encontrei o Garrincha circulando pelo saguão do hotel. Estavam também por ali o Lucho Gatica, aquele cantor de bolero, e a senhora dele, de quem jamais esqueci os olhos. Rapaz, uns olhos acinzentados, eu nunca tinha visto um negócio daquele. Mas tinha a história de que o Garrincha estava com febre e talvez não jogasse a decisão. Aí eu fui lá perguntar:

– Então, Mané, tu vai jogar a final?

– Contra quem que é?

– Checoslováquia.

– Aqueles que usam o calção lá embaixo?

– Esses.

– Então eu vou. Contra o São Cristóvão, não gosto de ficar de fora.

Era assim, tudo mais tranquilo, mais gostoso. Em 66, fecharam um bocadinho. Não podíamos nos aproximar tanto do campo de treinamento. Ainda assim dava pra ver a garotada que o Feola chamou: Tostão, Gérson, Jairzinho, que depois brilharam em 70. Era como se o Dunga tivesse trazido Ganso e Neymar agora, pra eles brilharem em 2014. Mas se tem uma coisa que o Dunga não gosta é brilho, tá certo? Ele não tem polimento. E os jogadores vão pelo mesmo caminho. Parecem uns robôs, uns zé-manés, repetindo aquela ladainha de família unida, maltratando vocês da imprensa e não sei mais o quê.

Mas quer saber? Periga ganhar esse troço e aí já viu. Depois que botou a medalha no peito danou. Você acha que o Dunga faz tudo isso por quê? Porque ele tem medalha no peito. O Mazinho também. Até o Viola tem. São todos campeões do mundo. Mas o Zico não é, o Sócrates não é, o Falcão não é. Telê não é. Então eu te digo: medalha no peito, cê dá licença o palavrão, medalha no peito é a p#$@&%! Waiter, water, please.

Birinaite. Agora, que ninguém tem personalidade nesse time do Dunga, não tem. Não como em 78 pelo menos. Naquela Copa, nossa turma alugou um apartamentinho em Mar del Plata. Encontrar jogador da seleção em dia de folga era a coisa mais fácil do mundo. Eles paravam, davam autógrafo, tiravam retrato. Certa vez, cruzamos com o Rodrigues Neto, lateral do Fluminense, sabe qual? Cruzamos com ele na rua e o chamamos prum birinaite: “E aí, malandro, tá a fim de um uísquinho?” Passamos a tarde tomando um trago e jogando conversa fora. E você acha que por causa disso ele jogou melhor ou pior? Ora, faça-me o favor.

Aí vêm dizer que aquela Copa era da ditadura, que botaram o Cláudio Coutinho de técnico porque ele era militar… Ditadura pra mim é prender o jogador no quarto com aqueles joguinhos deles lá, como é mesmo o nome? Video…video.. hein? Isso. Videogames.

Qual seria a minha seleção pra essa Copa? Toma nota, faz favor. A defesa não tem erro, é quase a mesma que está aí: Júlio César, Maicon, Juan e Gilberto. No meio-de-campo, Gilberto Silva, Hernanes, Kaká e Ganso, o nosso Zidane. Na frente, Neymar e Adriano, porque não tem seleção no mundo em condições de abrir mão de um Adriano. Bastava o Dunga ter dito que contava com ele pro Mundial que ele teria se cuidado. Vamos de Grafite, paciência.

Xi, rapaz, olha quem vem aí. É o craque da seleção da África do Sul. O 10 deles, Pienaar. Eles estão nesse hotel também. Que é, meu querido? Uma picture contigo? Sim, uma foto com o melhor técnico do mundo. Conheço sua história, o Parreira me contou. Doze Copas do Mundo…

Que simpatia esse moço. O Parreira, de quem sou amigo, deve ter falado que estou no meu 12.º Mundial e ele quis tirar um retrato. Tem dessas coisas. Ontem um argentino me parou na rua depois de ver minha camisa. Queria saber quem era esse René Granado que jogou tantas Copas pelo Brasil. Expliquei a história, tiramos um retrato e ele se foi contente. A que ponto cheguei, você está vendo? Antigamente eu ia a um Mundial e tirava foto com jogador brasileiro. Hoje, com torcedor argentino…

Mas me deixa te dizer uma coisa, meu querido: apesar dos pesares, tô com a seleção. Se não estivesse, não estaria mantendo o meu ritualzinho que vem desde 62. Não vai escrever isso aí, mas eu visto sempre a mesma roupa para ir aos jogos do Brasil.

Camisa, calça, cueca, meia, tudo. E sem lavar. O resultado é inversamente proporcional ao desempenho do time, cê tá entendendo? Se pego uma campanha dramática como a de 90, quando fomos eliminados logo nas oitavas, tudo certo. Mas se vamos caminhando bem jogo após jogos, como em 70, você imagine o futum no dia da final.

Um sonho? Não, que ganhar essa Copa o quê! Meu sonho é chegar ao meu 13.º mundial. E com mais samba que este, já que vai ser lá no nosso Brasil. Tenho tudo esquematizado aqui na minha cabeça. Número 13 nas costas, Zagallo de padrinho, Ganso no meio-de-campo, Neymar de centroavante e Luxemburgo no comando. Aí morro feliz.”