Por Edgar Santista

G10vanni Pendura as Chuteiras

Santos, SP, 04 (AFI) – O meia Giovanni, um dos maiores ídolos do Santos nos últimos anos, resolveu rescindir seu contrato com o Peixe, colocando assim, um ponto final em sua carreira. O acerto com o clube está agendado para segunda-feira. Veja também: Guarani e Grêmio Prudente fazem história neste domingo O atleta sequer compareceu aos treinamentos nesta sexta-feira, optando por participar da reunião entre seu empresário, Edinho Souza, e o gerente de futebol do Santos, Paulo Jamelli, que atuou ao seu lado nos tempos de jogador. Durante o encontro, Giovanni optou pela rescisão. “O Giovanni me procurou faz 15 dias e disse que não estava sendo aproveitado. Como vamos entrar em um período de férias, ele achou que não valeria à pena voltar para jogar três ou quatro jogos. Foi um pedido dele a rescisão e nós entramos em um acordo amigável”, afirmou o dirigente. O contrato de Giovanni terminaria no dia 5 de agosto, e agora o clube planeja fazer um jogo de despedida para o meia. “Ainda vamos decidir se faremos o jogo na Vila ou em São Paulo. Só que não vou estragar a surpresa. O pessoal do marketing está com boas ideias”, disse Jamelli. Carreira vitoriosa Giovanni Silva de Oliveira, natural do Pará, tem 38 anos e soma três passagens pelo Santos. No clube alvinegro, porém, conquistou apenas um título, o Paulistão 2010. Mesmo assim, seu futebol de classe e seus golaços o elevaram a um patamar de ídolo no Santos, sendo um dos jogadores mais aclamados pela torcida. Enquanto que no Santos não conquistou tantos títulos, na Europa, a carreira do meia foi vitoriosa. Pelo Barcelona, clube que defendeu entre 1996 e 1999, ganhou uma Recopa Europeia, duas Copas do Rei, uma Supercopa da Espanha, uma Supercopa Européia e dois campeonatos espanhóis. No Olympiacos-GRE, conquistou cinco títulos nacionais. O jogador também defendeu a Seleção Brasileira em vinte oportunidades, marcando seis gols, conquistando o título da Copa América de 1997.

Fonte: Futebolinterior.com

Por Edgar Santista

Quem Fala o Que Quer, Ouve o Que Não Quer !



Kaká rompeu o silêncio e apareceu para falar com jornalistas do mundo inteiro. Ao seu lado, Josué, também escalado para a coletiva ficou (mais) diminuído _tanto foi que a CBF resolveu dividir a coletiva em dois tempos para que o volante reserva não fosse completamente ignorado pelos jornalistas (mais de 300 de todos os continentes).

A sabatina de Kaká começou com um “boa sorte” seguido de risos de Josué, quando ele foi dispensado pelo assessor de imprensa da Seleção. Estava dada a largada para a sessão de perguntas para o mais famoso, assediado e festejado jogador do time de Dunga.

Com a postura de alguém que sabe o que é usar a 10 do Brasil (“apesar de me esquecer disso quando estou em campo”), Kaká não saiu do tom para falar do seu papel de líder, para falar da contestada convocação de Dunga, para defender seus colegas menos festejados (dos que os seus de 2006), para contornar as capciosas perguntas sobre a bola da Copa (da Adidas, pela qual também é patrocinado), para falar da sua condição física. Kaká foi sereno até para comentar a conturbada relação do chefe Dunga com os jornalistas.
Foi só um jornalista argentino empunhar o microfone para contestar o futebol do time verde-amarelo (“feio”, como frisou), para Kaká subir a voz e, interrompendo a pergunta, defender o futebol do “seu” time como bonito: “Ganhamos de 3 a 1 da Argentina em Rosário. Não acho que foi um futebol feio. Para mim foi espetáculo.”

Espetacular.

Edgar Santista – edgar.icfut@hotmail.com