POR CLEBER AGUIAR – PROMESSAS DE MALAS PRONTAS !

FONTE: O ESTADO DE SÃO PAULO

Duas promessas. Já de malas prontas

Philippe Coutinho, do Vasco, e Wellington Silva, do Flu, 17 anos, mal apareceram e vão embora

Leonardo Maia, RIO

Os torcedores de Fluminense e Vasco estão sentindo um sabor agridoce neste Campeonato Carioca. Ao mesmo tempo em que assistem ao desabrochar de duas grandes promessas, precisam lidar com a tristeza da certeza de que eles irão embora em pouco tempo, antes de conquistarem um lugar na história dos clubes. Mais felizes são os botafoguenses, que observam a maturação de Caio, 19 anos, com a expectativa de que fique por algum tempo no Alvinegro.

Aos 17 anos, Philippe Coutinho e Wellington Silva contam os meses que os separam do grande sonho da carreira, e que virá cedo demais: defender uma grande equipe europeia. O primeiro deixará o Vasco no meio do ano para vestir a camisa da Internazionale, da Itália, enquanto o segundo abrirá mão de fazer seu nome com o uniforme tricolor para defender o Arsenal, da Inglaterra.

Ambos foram negociados quando tinham 16 anos, pelo mesmo valor: cerca de R$ 10 milhões. Cifra que pode se revelar uma pechincha para os clubes europeus, mas que satisfaz o imediatismo e a visão curta dos dirigentes brasileiros.

No domingo, Wellington marcou seu primeiro gol pelo profissional do Fluminense, e teve atuação de destaque. Antes, durante e depois do jogo, chorou com sinceridade, envolvido pela importância do momento. “Nada foi fácil na minha vida, foi muito emocionante”, comentou o garoto, já sob os holofotes ávidos por criar mais um ídolo prematuro.

Por outro lado, tais casos revelam a mudança de pensamento da molecada. Agora, os garotos crescem já sonhando com o sucesso no exterior e percebem que é muito mais fácil chegar à seleção atuando fora do País.

“Cada vez mais os clubes têm buscado esse tipo de atleta. Não sei se os jogadores são jovens demais para ir, ou se já estão em uma boa idade. Eu estou feliz com tudo o que está acontecendo”, disse Coutinho. Na ocasião do acerto, no entanto, seu discurso revelava o modo de pensar atual: “Só faço meu trabalho para chegar à seleção e a um clube da Europa.”

Na verdade, os dirigentes vascaínos na época justificaram a transação alegando que o rapaz e seu empresário só aceitaram firmar o primeiro contrato oficial com o Vasco caso a oferta da Internazionale de Milão fosse aceita.

Caio, do Botafogo, segue rumo inverso. Ainda criança, foi morar nos Estados Unidos com os pais. Depois de se destacar em vários esportes no colégio, chegou a ser cobiçado por universidades, mas preferiu trocar a certeza americana, aos 16 anos, para tentar o sonho de virar estrela no futebol.

Rodou o mundo – Volta Redonda, São Paulo, Cruzeiro, Udinese (Itália) e Partizan Belgrado (Sérvia) – até desembarcar no clube carioca. “Tudo isso é fruto de muito trabalho”, declarou Caio, que será devidamente premiado com um aumento salarial e uma nova multa rescisória do contrato que vai até dezembro de 2014.

OPINIÃO ICFUT – O pior que a tendência é piorar pois cada dia que passa o clubes estão colocando a molecada para jogar e o seu futebol fica mais visível para o futebol do exterior!!! É uma pena porém uma realidade !!!

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